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Denúncia: Eugenia nas Redes Sociais
David Coelho
12 de abril de 2012


Não queria polemizar muito nesse post mas, whatahell, haters gonna hate. Não vou falar nada que já não tenha sido dito por aí, apenas fiz uma análise sob uma ótica (polêmica) diferente sobre o mesmo assunto.

Em 1883, Francis Galton (primo de Charles Darwin) cunhou o termo Eugenia, que significa “bem nascido”. É um estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente, ou seja, uma seleção artificial da espécie.

Podemos aplicar esse conceito nos dias de hoje quando falamos sobre redes sociais no Brasil. Isso fica claro quando avaliamos as duas maiores redes sociais no país e o comportamento de seus usuários. Existe a síndrome do beta, do “vi primeiro”. Pessoas que se julgam mais importantes e melhores por terem conhecido algo antes da maioria tardia. São as mesmas pessoas que falam “maldita inclusão digital”.

Recentemente o Instagram foi liberado para os usuários de Android, o sistema operacional que compete com o iOS da Apple.

*Alerta de verdades absolutas incontestáveis sem dado algum de pesquisa*

Como os aparelhos Android são mais baratos que o iPhone, existe a crença de que esse público possui um baixo poder aquisitivo e, por isso, é da classe C, é usuário do Orkut, compartilha fotos de gatinhos, gifs animados piscantes, mensagens religiosas, frases de efeito e PPT com fotos de paisagem e mensagens de auto ajuda. Isso tudo vai trazer a “orkutização” do Instagram e, logicamente, culminará no fim da humanidade.

A raça ariana do Facebook e do Instagram (iOS) critica o comportamento desses novos entrantes e faz movimentos para expurgar essas pessoas das redes sociais através de frases como “volta pro Orkut”. Como se o Orkut fosse o sexto círculo do inferno cheio de hereges, indignos de habitar um ambiente puro e casto como o Facebook.

Na boa, véi! Cadê a diferença entre essa segregação de comportamento e a Eugenia nazista?

A situação chegou a um nível de achar que, por que a pessoa é usuária de um sistema operacional diferente, a usabilidade da rede social também será. Será? E se for, por que pior?

Sou um Apple maníaco e não entro em debates de quem é melhor. Simplesmente por que não me interessa saber quem é melhor. Sou feliz com meus produtos Apple e não julgo quem usa Android. Mas numa coisa o Android me agradou. Nunca ganhei tanto seguidor em um único dia no Instagram. Todos amiguinhos usuários de Android.

Aí eu me pergunto, será que a raça ariana da Internet, que se julga melhor que os orkutianos e androidianos e condena tanto o comportamento da, assim chamada, raça inferior não conhece o unfollow? Se uma pessoa não te agrada, não siga-o. Só não queira expurgar das redes sociais quem não se comporta como você, tranqüilo?

Em vez disso, deveríamos pensar em como as redes sociais podem ganhar mais força integrando todos esses públicos. Como os debates e manifestações digitais podem ganhar força com diversas opiniões diferentes convivendo em um único ambiente. Vamos deixar a eugenia de lado e deixar a D. Eugênia usar o Instagram. Vamos debater?


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E agora, José?
Gustavo Fontes
15 de março de 2012

Esse post vai ser um pouquinho diferente, o objetivo é convidar todos a refletirem e pensarem sobre o momento atual da social media no Brasil, principalmente os blogs, e como isso vem impactando os planejamentos estratégicos.

“Ah, cara, monta um blog. Ocupa seu tempo vago!” “Quero ser blogueiro, pai, tem um tal de adsense que dá dinheiro ainda”…

Há um tempo atrás ter um blog funcionava como um segundo emprego, aquele que você vai empurrando com a barriga, sem muito esforço, e ganhando um dinheiro para complementar o orçamento, e um passatempo.

Mas acontece que muitas pessoas pensaram nisso ao mesmo tempo (são em torno de 2 bilhões de blogs hoje) e a internet ganhou força, e verba, na comunicação mundial como um todo.

Os blogs passaram de hobbies à veículos de comunicação. O blogzinho virou site e ganhou a companhia de perfis do Twitter, Facebook e até canais no YouTube. O segundo emprego virou primeiro e garantiu status de celebridade para alguns blogueiros.

E aí que está a grande questão hoje em dia.

Tem mais verba para o digital, mais verba para ações de social media, mais oportunidades para o blogueiro… Mas a maioria parou no tempo, falta profissionalismo em muitos para conseguir maior espaço e sobrevida no futuro. Os blogs são vendidos pela sua audiência e pela, teórica, segmentação. E essa característica só vem criando um abismo entre os grandes blogs, as redes como a Boo-box e os pequenos blogs, fadados ao fracasso se continuarem com esse modelo de comercialização.

Por que ainda vende-se banners com tanto destaque? Por que os publi editoriais continuam aparecendo? Enfim, por que os midia kits desses blogueiros são cada vez mais mídia e menos projeto?

E agora, blogueiros?
A festa acabou.

Está na hora de começar a se vender com resultado, com cases, com projetos. Não adianta se basear mais na audiência do analytics e esperar que te procurem. As agências e os clientes precisam e devem saber o potencial que os blogs agregam para a estratégia de comunicação.

Vamos buscar soluções, vamos ser mais profissionais, vamos encarar os blogs como algo diferentes (projetos especiais) e não canais de mídia, onde bateriam com os grandes portais.

Então…


Você marcha, blogueiro!
Blogueiro, para onde?


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A Sabedoria das Multidões
Flávia Melon
14 de março de 2012

Nas circunstâncias certas um grupo é mais esperto até mesmo do que as pessoas mais espertas dentro dele. A isto foi dado o nome de sabedoria coletiva.

No livro “The Wisdom of Crowds” o autor James Surowiecki explica que para que esta sabedoria traga resultados são necessários quatro elementos:

1. diversidade: e não diversidade de raça, credo, idade e classe social, mas sim diversidade de opiniões;
2. independência: cada pessoa no grupo deve ser capaz de contribuir da sua forma e por suas próprias razões;
3. descentralização: ninguém no comando;
4. agregação: esse é o mais importante dos elementos, todas as informações diversas devem ser agregadas de forma eficaz, para que possam efetivamente trazer resultados práticos.

E aqui vai a fórmula para isso funcionar: tarefas pequenas e simples dadas para um grupo grande e diverso, onde cada um tem sua própria razão para contribuir.

Um exemplo prático é o jogo online Fold it:
Imagem de Amostra do You Tube

que une pessoas de todo o mundo interessadas em desvendar quebra-cabeças tridimensionais, representando estruturas de proteínas, que podem resultar em descobertas no tratamento real de doenças. Em setembro do ano passado os jogadores desvendaram a estrutura de uma enzima retrovírus cuja configuração tinha “empacado” cientistas há mais de uma década. Os jogadores alcançaram a descoberta em apenas três semanas.

Não é uma questão de colocarmos experts de lado. É mais uma questão de que quanto mais pessoas questionarmos, melhores serão as soluções.

O Google também é “usuário” desta inteligência coletiva. Como resposta a uma “busca”, a ferramenta verifica as páginas que são mais “valiosas” e as coloca no topo da lista. Mas o que permite que ele faça isso é o algoritmo PageRank, que pergunta aos produtores de páginas da web para votar em outras páginas que eles consideram valer a pena o click. Cada link para uma página conta como um voto. O princípio é fundamentalmente democrático, a ferramenta deixa as massas decidirem.

Outro exemplo prático foi a estratégia adotada pela Montblanc em Miami, quando contratou a empresa retailNEXT para, através de câmeras, analisar o comportamento e o caminho percorrido pelos consumidores dentro das lojas. Essa ação trouxe ajustes substanciais da disposição dos produtos, o que acarretou num aumento de vendas de aproximadamente 20%.

A inteligência coletiva tem potencial de trazer uma profunda diferença na forma como as empresas fazem negócios, por isso elas tem que perceber que é mais sobre ser interessado do que ser interessante. O resto é consequência.

 


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Carnaval, ainda vale?
Leonardo Brossa
13 de março de 2012

No ano passado tive a oportunidade de sentar numa mesa do Social Media Week e discutir um pouco questões sobre comunicação e o Rio de Janeiro, dentro do panorama de crescimento da cidade e da Social Media.

Bati num ponto específico: as marcas que iriam se destacar de verdade não seriam as com mais fãs no Facebook ou seguidores no Twitter, mas sim aquelas que conseguissem usar as mídias sociais criando experiências reais e significantes pras pessoas fora delas. No Rio, isso seria mais fácil, pois temos grandes eventos e a cidade favorece os laços fora da tela.

Pois bem, esse ano o carnaval de rua no Rio foi um espetáculo. Por incrível que pareça a prefeitura tem méritos, pois junto com a Antarctica, que já vem investindo na festa há algum tempo, organizou um esquema que pensou em toda a cadeia. Dessa vez a festa não foi boa só pra patrocinadores que puderam explorar a marca e pintar a cidade com suas cores. O carnaval favoreceu também o comércio, distribuidores e o folião, que teve cerveja barata e banheiro suficiente. Claro que em um outro bloco pode ter havido algum perrengue, mas no geral o esquema foi muito bom.

Os vendedores tiveram acesso a uma cerveja barata e com preço tabelado, sem precisar cair em guerra de preço ou explorar o folião, porque o ganho era real. Lá na ponta a Antarctica vendeu com preço muito interessante para eles. A distribuição de gelo funcionou e a cerveja quente, uma tradição de grandes eventos, foi exceção.

Lata gigante refresca foliões no Rio

Como falei no evento do ano passado, a cidade do Rio é realmente uma rede social a céu aberto. As comunidades estão nas ruas, nos botecos e nas praias. Sabendo disso, a cerveja dos pingüins usou o Facebook como um coadjuvante importante apenas pra organizar a folia das pessoas, que podiam consultar blocos e montar sua programação, chamando os amigos pra participar. Divulga e aparece sem encher o saco. Um papel simples mas muito interessante. Serviço na veia. Perfeito!

Dentro dessa orientação pra serviço, fazendo parte de uma experiência positiva pro folião, algumas latas gigantes da cerveja foram colocadas em algumas concentrações de blocos para as pessoas se refrescarem. Refrescância e cerveja, tudo a ver, né?

O mais bacana de tudo é que a Antarctica já é a cerveja preferida dos cariocas. Com essa ação, a paulista reforçou sua presença, mas, principalmente, construiu laços com os foliões do carnaval de rua do Rio.

Clap Clap Clap.

 


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Chegou a vez da “geração C”
Vinicius Oberg Guedes
09 de março de 2012

Diferente dos “Ys” eles já nasceram em um mundo conectado, cheio de conteúdo, onde o compartilhamento e a vida digital estão centralizados nos dispositivos mobile. Em sua maioria, são jovens nascidos na década de 90, que hoje têm entre 18 e 24 anos.

Esse termo foi criado pela Nielsen após um estudo que apontou que eles já representam 23% da população americana. Esse estudo aponta também que eles são responsável por assistir a 27% dos vídeos online, constituir 27% dos visitantes de redes sociais, possuir 33% dos tablets, usar 39% dos smartphones e representar 23% dos telespectadores de televisão.

Será que nós estamos preparados pra falar com esse cara?

 

 

 


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Volta às aulas
Felipe Gaúcho
07 de março de 2012

Como todo primeiro dia de aula, está rolando aquela situação constrangedora de ter que se apresentar pra turma. Ainda bem que podemos pular essas formalidades, já que vocês podem ver o meu perfil aqui.

Quero falar um pouco da relação dos profissionais de comunicação com a atualização, ou melhor, com a falta dela. Sou suspeito, quem me conhece sabe que buscar conhecimento é algo que está no meu DNA. Rato de eventos e palestras, estou sempre atrás de algum curso pra fazer. E foi justamente durante um dos últimos cursos que fiz que me ocorreu esse questionamento.

Lembro que na minha época de faculdade o importante era entrar rápido no mercado de trabalho. Na primeira semana de aula já estávamos em busca da tão sonhada vaga de estágio. Porque o dia-a-dia das agências era a grande escola. Os professores davam a base e o diploma limpava a barra com os pais, mas, aprender pra valer, só trabalhando.

Hoje, do lado de cá, vejo as coisas de forma diferente. Vejo discussões em sala de aula que não estão nas salas de reunião. Não vejo as agências com vontade de mudar, de discutir novos formatos, novas possibilidades. Tenho a impressão que algumas nem sabem como mudar, porque mal conseguem ver qual parte do processo está antiga, ultrapassada. A partir disso, se atualizar acaba se tornando responsabilidade dos profissionais que estão nelas, afinal, “você não está no engarrafamento, você é o engarrafamento”. E é essa atualização que não vejo com a freqüência que gostaria. A procura por cursos só acontece em momentos de crise profissional, visando network e encorpar o currículo. O aprendizado fica em segundo plano.

Essa é a provocação que eu quero fazer. É essa a verdadeira academia? É aqui o lugar onde deveríamos aprender tudo que a faculdade não ensina? O que eu acho, sinceramente, é que esse tempo já passou. E, se um dia o mercado já foi uma grande escola, hoje é ele que tem que voltar pra sala de aula.

* A foto que ilustra o post é do talentoso amigo Fred Ferrer.


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Consumidor Mulltitarefas
Gabriel Cunha
28 de fevereiro de 2012

Já virou rotina: ligar a TV e pegar o celular. O Tablet. O Notebook. Ou todos de uma vez. Pode ser jogo de futebol, último capítulo de novela ou filme blockbuster, é comum ver a programação da televisão entre os assuntos mais comentados da Internet. Boa parte dos programas inclusive estimula isso.

A grande verdade é que aos poucos estamos nos transformando em consumidores multitasking. Conseguimos assistir a um filme, jogar um game e participar de um chat com amigos aos mesmo tempo. Dividimos nossos sentidos e atenção entre os diversos aparelhos que nos cercam e conteúdo que oferecem.

Tudo isso me leva ao seguinte raciocínio: Se o mundo mudou e o consumidor também, a obrigação das marcas é acompanhar essas mudanças. E isso já esta acontecendo. Um bom exemplo são as Smart TVs,  que já devem estar na lista de objetos de desejos de muitos brasileiros.

Através das TVs inteligentes o usuário já pode, por exemplo, assistir a um documentário sobre avanços tecnológicos, compartilhar isso nas redes sociais, gravar um vídeo contando o que está achando do programa e enviar para outros amigos que também estejam assistindo (ou que ainda vão assistir) e (minha parte preferida) ser impactado por um anúncio do lançamento de um novo smartphone podendo efetuar a compra direto no ecommerce do anunciante. Tudo isso num único gadget.

Esse vídeo abaixo resume um pouco da minha empolgação do último parágrafo

Os próximos passos com certeza envolvem liquidificadores que perguntam para os seus amigos receitas de sucos já sabendo quais são as frutas disponíveis na geladeira (internet das coisas). Mas isso é assunto pra um outro post…


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