
Apesar de já ter que conviver há alguns anos com os desafios que a internet impôs, a indústria fonográfica ainda não encontrou um único modelo de negócio rentável e a prova de pirataria. Steve Jobs apresentou um modelo seguro e rentável e fez do iTunes o maior vendedor de músicas do planeta, tendo superado o Walmart há um ano e meio.
Porém, exemplos de estratégias diferenciadas e divergentes não faltam. O Radiohead deixou que os fãs escolhessem quanto queriam pagar por suas músicas. A Banda Calypso (que está no novo livro de Chris Anderson) fornece a matriz de seus CDs para o mercado ambulante alternativo reproduzir livremente e, assim, promove seus megashows. O novo CD do MVBill está sendo vendido exclusivamente pela internet a R$13,60 com frete incluso. A banda Devo está pedindo para os fãs escolherem as 12 músicas finais de seu novo álbum, entre outras ações virais.
O fato é: se antes as gravadoras promoviam show para vender CD, hoje os artistas devem fazer CD para vender show.
E o que isso tudo tem a ver com mídia? Tudo a ver. Todo esse cenário de incertezas favorecem o novo, a inovação de formatos e meios. O caos é o pai da oportunidade. Ferramentas como o placement e o branded content se apresentam como a tábua de salvação das indústrias de entretenimento (cinema, game, música, publish…). E para o mercado publicitário e marketing são novas formas de envolver e engajar segmentos de públicos que não são mais tão facilmente impactados pelos planos de mídia convencionais. Abra los ojos!



