Como, de que jeito? Quebre os muros, derrube as barreiras e ultrapasse a zona de conforto. Fuja, vá para o desconhecido, para o quadrado do vizinho. Não estou estimulando a guerra, nem invasões de territórios alheios. Na verdade, sugiro um convite a uma visita, a conhecer algo que você sempre passa por ali, mas não frequenta ou vivencia. O resultado costuma ser inesperado, mas em compensação muito mais divertido e proveitoso.
Nas agências temos vários quadrados separados, como ilhas interligadas por pontes. Enquanto para o cliente é um espaço único, não importa as divisões internas. Ele quer e precisa de resultado e isso será reflexo do trabalho de todas as equipes. Se a meta não for atingida, vem abaixo um tsunami. Nesses casos todas as ilhotas vão sofrer as consequências, algumas mais do que as outras, mas nenhuma sairá ilesa. O prejuízo será geral.
Ao mesmo tempo, já é praticamente ultrapassado levantar a bandeira da web 2.0. Esse conceito já está incorporado ao ambiente digital. Colaboração, interação, participação são termos e modelos de criação default atualmente, mas o curioso é que em muitos casos não trabalhamos assim dentro das agências. Há mais segregação do que é produtivo. E aí, vamos acompanhar as mudanças e criar o relacionamento profissional 2.0?


[...] This post was mentioned on Twitter by Blog pulso, Maíra Miguel. Maíra Miguel said: "Cada um fora do seu quadrado." Meu primeiro artigo para o #blogpulso. Leiam e comentem. http://bit.ly/cH5lLE [...]
Muito bom o post!
Concordo muito sobre a importância do relacionamento profissional 2.0, inclusive com parceiros de fora da empresa, fornecedores, clientes e concorrentes. Nossa indústria só tem a se beneficiar com isso.
Acabei de ler um texto que fala sobre algo similar, ele tinha uma parte assim:
A necessidade de se manter, pelo menos em parte, estrangeiro à própria vida.
Manter algo de si no vazio, uma parte de nós capaz de olhar para o todo como terra desconhecida, aberta para o espanto de nós em nós.
Achei bonito. Aqui está ele: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI155806-15230,00-DESCONHECETE+A+TI+MESMO.html
Maíra tem toda razão quando recomenda que saiamos dos nossos quadrados. Combinações inusitadas rendem trabalhos muito criativos e momentos especiais. Passear por outras áreas possibilitou a criação da Bossa Nova e descobertas surpreendentes.
Essa não é uma situação muito fácil de ser resolvida nas agências. Mais que o esforço individual de quem tem consciência a respeito dessas coisas, isso passa por uma mudança de cultura. Nos livros, nas escolas, nas revistas de negócios está tudo bem claro: estamos vivendo um momento em que as corporações dos mais diversos segmentos (não só a publicidade) prezam a colaboração como uma competência primordial. Leia-se “trabalho em equipe”. Mas quantas agências modernizaram suficientemente seu modo de pensar e seu “organograma” para fazer valer a colaboração e não a competição?