Art&Copy é um documentário sobre os dilemas e desafios da publicidade no cenário em que vivemos atualmente. Um cenário que a GoViral descreveu de forma pertinente como “pinball” (caótico, vários alvos heterogêneos, várias mensagens, vários meios, ruídos, possibilidades…) ao contrário do cenário “boliche” (apenas uma mensagem – a bola – através de um único canal com o objetivo de atingir o máximo de pessoas possíveis – os pinos – que formam um grupo homogêneo, estático, passivo esperando por ser impactado) de outros tempos. [leia mais sobre essa analogia]
Muita coisa mudou todos sabemos.
O documentário traz informações como: 65% dos americanos acreditam que são permanentemente bombardeados com demasiada quantidade de propaganda. Já não é de hoje que se sabe que as pessoas nunca foram entusiastas da propaganda que interrompe seus programas favoritos. Quem gosta de publicidade é publicitário. As pessoas sempre gostaram, gostam e sempre gostarão é de conteúdo. Conteúdo que lhe entretenham e que façam com que seu dia fique melhor. Demorou até que os publicitários se dessem conta dessa realidade de forma verdadeira. E o pior: a grande maioria ainda não crê fielmente nesta verdade. Ainda acreditam que as pessoas folheiam revistas para ver seus anúncios geniais, que zapeiam os canais de tv em busca dos grandes comerciais criados por eles e que andam trôpegos pelas ruas encantados com seus imponentes outdoors. Bullshit! As pessoas clamam, cada vez mais, por serem envolvidas e não mais interrompidas. E se você disser que as pessoas gostam de muitos comerciais e até comentam nos bares estará apenas endossando o que estou dizendo: se as pessoas curtiram e comentam é porque aqueles 30s entreteram ele, o envolveram. Não estou questionando formatos, plataformas ou meios. Estou questionando enfoque, abordagem, approach (para os mais antigos).
E você, o que acha sobre isso?


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Se antigamente tinhamos o poder concentrado na igreja e depois o estado, hoje assistimos as grandes corporações (marcas) dominar a máquina motora do mundo.
Desse crescimento em relevância para a vida das pessoas, as marcas no futuro devem procurar se tornar cada vez mais próxima dos consumidores, que por sua vez exercem cada vez mais poder e influência na sociedade.
Dessa maneira, a propaganda tende a proporcionar o ponto de relacionamento, ao invés do simples contato, surpreendendo pessoas e oferecendo serviços e benefícios que possam ir além da relação consumidor-marca. Mais do que share-of-mind, a corrida agora tende a ser pelo share-of-heart.