Arquivo de novembro de 2010


Engajamento pra Cego Ver
Leonardo Brossa
29 de novembro de 2010

Voltando do GP 2010 (evento do Grupo de Planejamento) hoje pude refletir sobre algumas coisas bacanas que ouvi por lá. Uma delas foi como o Neil Arthur, head de Planejamento da W+K, mostrou que a comunicação pode ser estendida caso haja uma oportunidade e sua equipe tenha o insight certo, como eles mostraram no case Old Spice.

Nesse ponto, acho que os meios digitais ajudam muito a prolongar nossa mensagem e manter a discussão quente. Mas será que podemos dizer que a Old Spice hoje é uma marca que engaja seus consumidores? Segundo os especialistas de plantão, agora basta ter uma porrada de LIKES no FB e uma dúzia de RTs, estimulados, no Twitter e pronto, sua marca é engajadora.

Na minha humilde opinião, eu diria que não, embora o caminho esteja bem sedimentado. O buraco ainda é mais embaixo. Quantos LIKES você já deu e não se lembra? Quantos LIKES você já deu só pra ter acesso ao conteúdo “fechado”? O que o LIKE é então? Merda? Claro que não, mas é mais uma boa métrica para ser trabalhada. O mesmo com os RTs e com os seus seguidores. São novas métricas.

Engajar, segundo o Aurélio, é “fazer participar, tomar posição, alistar-se”. Estamos falando de um envolvimento ideológico com determinada causa ou coisa. Por isso, o potencial de engajamento que uma marca pode alcançar é construído no longo prazo. Um conjunto de contatos e propósitos que o consumidor vai comprando até o dia que você pede pro cara sair de casa e ir pra rua cantar com você. Até o dia que a pessoa está tão envolvida com sua proposta de valor que ela te defende na mesa de bar. Até o dia que ela te acompanha, te escuta, te admira e até dá sharing nas suas mensagens e participa das suas ações. Nesse caso, sei que a W+K já está preparando novas ações que vão continuar fortalecendo a marca Old Spice e aproximando-a cada vez mais das pessoas. Pra eles, Strategy = message + behavior.

Uma outra grande sacada no evento de hoje veio da Carla Sá, diretora fodona de planejamento da NBS. Ela disse que o consumidor não está interessado nas marcas, mas sim nos produtos e serviços que elas têm e que melhoram a sua vida. Os xiitas (ou seriam chatos?) vão discordar por que lêem sem interpretar e vão falar de um monte de marcas desejadas. Mas a questão é que as marcas passam a ser desejadas quanto seus produtos e serviços mudam a vida das pessoas. Está aí o segredo do engajamento, na minha opinião. Qual a proposta de marca do seu cliente e com quem ela conversa intimamente?

Bom, já me perdi, né? Mas resumindo. Vamos parar com essa história de Like e RT porque isso já está velho e chato. Engajamento não é matemática, não tem fórmula pra calcular. Vamos envolver esses caras com uma proposta real. Vamos pensar em planejar as marcas com ações que não precisem estar ligadas as datas de varejo, que é quando a verba aparece. Vamos fazer o que o Jaime Troiano propôs, encontrar o PROPÓSITO da marca e depois guiar nossas ações em torno desse tema.


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Criação - Digital
Febre de ideias
Vinicius Oberg Guedes
26 de novembro de 2010

O objetivo deles não é incentivar compras por impulso e sim premiar milhares de mentes criativas, que apresentam boas soluções, sejam elas para problemas de causa social ou privada.

Surfando na onda da Semana Global de Empreendedorismo (#SGE10), que rolou na última semana, vou falar de alguns sites voltados para estimular a multiplicação de novas ideias, sites que usam o modelo “crowdsourcing”, palavrinha conhecida, que se popularizou com a chegada da Wikipedia.

Quase um ano após a febre da compra coletiva na internet americana, o que acompanhamos por lá, é a popularização das ferramentas que usam essa inteligência coletiva, algumas até com objetivo de promover o “bem” comum. E será que esses sites teriam um espaço na cibercultura brasileira? Já que até hoje, o que realmente bombou por aqui foram os sites voltados para relacionamento, conteúdo e consumo. Fica a dúvida.

Selecionei alguns cases bem legais:

Kickstarter: o crowdsourcing dos empreendedores, você expõe suas ideias e ainda pode ganhar um financiamento!

Battle of Concepts Brasil: ele possui uma lógica um pouco diferente, as empresas oferecem grana em troca de boas ideias. O site já está no Brasil.

Myoo Create: é uma comunidade para a inovação social e ambiental. Você se cadastra e participa de diversos desafios, sua função é apresentar soluções criativas.

Business Model Generation: sensacional! É voltado para aqueles que estão prontos para abandonar o pensamento antiquado e abraçar novos modelos de negócios.

Idea Bounty: possui uma lógica parecida com o Battle of Concepts, grandes empresas pagam por ideias!

Faz Aê: é bem diferente de tudo acima. Trata-se do primeiro reality show do mundo que acompanhará o surgimento de uma empresa com sócios escolhidos em concurso realizado na web.

E se vocês tiverem mais alguns, insiram nos comentários e vamos atualizando nossa lista.


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Pulso
#Ayrton Senna do Brasil
Flávio Medeiros
16 de novembro de 2010

Acabei de voltar do cinema, acabei de ver “Senna”, o documentário do japonês Asif Kapadia. (aqui no IMDB http://www.imdb.com/title/tt1424432/ e trailler aqui, no youtube, http://www.youtube.com/watch?v=_rn2AlUtiP8).

O filme tem momentos espetaculares, como o briefing para os pilotos antes das corridas, entrevistas e tomadas “inéditas”. E esquecimentos históricos, como a volta perfeita em Donington Park em 1993 (http://www.youtube.com/watch?v=wBzfQ5RA9mo), a rivalidade tupiniquim com o brasileiro Nelson Piquet (http://www.youtube.com/watch?v=bKETX8e4P3c) e os tempos de Fórmula 3 inglesa.

O filme também mostra um Brasil que existia. Mas. em vez de mostrar o Brasil de verdade, retrata um esteriótipo. Éramos apenas um povo pobre, com uma desigualdade social abissal que tomava pílulas de felicidade quinzenais em forma de bandeirinha verde e amarela hasteada do cockpit.

No fundo, o documentário fala sobre a construção de um herói e de um vilão: Senna e Prost. O frio e o emocional, o coração e o cérebro. O mocinho e o vilão. Uma antagonia mundial acompanhada como novela em vários países do mundo. Senna é um olimpiano. Um mito criado pela TV, pelos jornais e pelo enorme talento atrás de um volante. Uma lenda do tamanho das suas vitórias e do seu oponente.

Morreu em 1994, uma época sem smartphones, sem mídia social, em um mundo recém-digital. (Para muitos, um mundo pré-digital). Senna tinha a mídia do seu lado. Mas não tinha twitter, nem facebook. Se fosse hoje, @ayrtonsenna seria um mito tão grande quanto Ayrton Senna do Brasil? #vocecomenta


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Pulso
Mãe Diná e Redes Sociais
Eduardo Barbato
08 de novembro de 2010

Nos últimos 2 meses participei de vários eventos sobre comunicação e percebi uma certa ansiedade das pessoas em relação ao futuro das redes sociais. Para onde vamos? Quais vão sobreviver? É modinha? Nos eventos em que eu estava como palestrante, fui indagado sobre o que achava sobre o assunto e, como uma verdadeira mãe Diná, disparei minhas previsões.

Quando os brasileiros descobriram o Orkut, todo o interesse girava em torno de se aproximar das pessoas, fossem amigos antigos do colégio ou até mesmo amigos de amigos que gostariam de conhecer pra “azarar”. Fato é que a atratividade estava em conhecer ou rever pessoas, independentemente de terem as mesmas preferências e afinidades. Aquele tipo de coisa: você é amigo no Orkut daquele seu antigo colega do colégio que virou eremita no século XXI. Foi legal saber como ele está, mas não tem mais nada a ver com você.

Primeiro achismo:

Venho sentindo vibrações do além que me levam a acreditar que as pessoas vão entrar em novas redes sociais onde o foco está na atratividade do assunto. Quando o assunto ou marca a atrair, ela entra e lá conhece novas pessoas que compartilham das mesmas afinidades. Vou citar alguns exemplos que me fazem acreditar nisso:

Do ponto de vista do consumidor, acredito que ele continuará com suas redes sociais padrões (Facebook, Orkut, etc.), mas participará também de outras em que o assunto ou marca realmente seja do seu interesse.

Olhando do ponto de vista das marcas, existem inúmeros benefícios: conhecer melhor seus consumidores (pesquisa), Up-selling/cross-selling (rentabilidade), avaliar comunicação, etc. Acredito nisso.

Agora, o segundo achismo:

tudo vai ser social. A cada dia que passa aparecem novos features de integração entre os sites que navegamos normalmente. Agora, além de poder compartilhar, você pode curtir uma matéria e ver os seus amigos que curtiram também. Isso não existia há pouco tempo, ou seja, não sabemos quais novas integrações virão por aí.

Finalizando, queria deixar bem claro que não atendo em casa e não trago a mulher amada em 10 dias. Ou seja, não me levem a sério, vai chegando final de ano e esse espírito da mãe Diná bate em mim.


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Pulso
LA, LA, Baby
Flávio Medeiros
08 de novembro de 2010

Ontem teve show do Jonas Brothers, no Maracanazinho. Eu fui. Eu e milhares de adolescentes e crianças que, histéricas, gritaram o show inteiro. Eles sabiam de cor todas as músicas, uma a uma.

Cantavam em voz alta, com os pequenos pulmões cheios de ar. As canções, pop-rock-chiclete, são um sucesso.

De fato, a Disney achou um filão para a reinvenção da indústria da música/entretenimento. O conjunto série-na-tv-cd-show-filme-no-cinema é vencedor. Hanna Montana, Jonas Brothers e todos do Camp Rock são ídolos das crianças. Moleques e mocinhas que, com o dinheiro dos país, consomem camisetas, bottons, ingressos para o show e cinema, CDs, baixam as músicas na internet, episódios antecipados, vídeos, decoram as letras.

Entretenimento e música no seu espírito mais genuíno. O mercado fonográfico, de mãos dadas com o entretenimento, está mais vivo que nunca.

Comentario do blogueiro: esse pulso teve a ajuda de Vitor Medeiros, pequeno fã de 8 anos.