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Arquivo de fevereiro de 2011


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Pulso
TEDxRio :: Qual a Nova Vocação do Rio? Opine.
Leonardo Brossa
23 de fevereiro de 2011

Uma palestra bem interessante que assisti no TEDxRio foi a do Armínio Fraga. O cara foi falar sobre uma questão muito bacana: a necessidade do Rio encontrar uma nova “vocação”. Como um puta formador de opinião, ele não precisou ficar em cima do muro e abordou rapidamente os desmandos que o estado e a capital passaram através de seus últimos governantes, pra em seguida, dar sua opinião.

Pra ele o Rio deveria ser a capital verde do Brasil e do Mundo. Por ser uma metrópole com uma topografia invejável, não encontrada em nenhuma outra no mundo, esse “selo” potencializaria o turismo no estado e traria benefícios diretos. Segundo ele um trabalho forte na educação precisaria ser feito para embasar tudo isso.

Mas esse post eu resolvi escrever não para falar sobre a opinião do Armínio, mas sim por esse ser um tema que já discuti dezenas de vezes, em dezenas de mesas de bares diferentes, regadas a dezenas de chopes, é claro. Eu tenho a minha opinião e já ouvi a opinião de muita gente.

Pra mim, o Rio deveria ser uma espécie de capital de grandes eventos esportivos. Realizar iniciativas público-privadas e trazer para o estado encontros de dezenas de esportes olímpicos ou não. Dessa forma, conseguimos ter prêmios atrativos e trazemos os principais atletas do mundo pro estado.

Imagine agora o que isso não movimenta de negócios indiretos ou seja, além dos patrocínios. Gravar um filme com o Usain Bolt é complicado, mas se ele já estiver aqui para competir fica mais fácil. Uma nova indústria de eventos e formação de profissionais qualificados se abre. O Rio passa a estar sempre na cena mundial isolando um pouco as desgraças que sempre vão lá pra fora.

Em 2009 estava em Roma no mesmo período que a cidade sediava a Copa do Mundo de Natação e pude sentir a vibração da e na cidade oriunda das piscinas. É realmente impressionante. Que outro lugar pode sediar eventos de esportes tão distintos como Vela, Natação, Atletismo, Judô, Vôlei, Basquete, Kite Surf, Surf, Motocross…

Uma amiga, Luciane Paim, defende que o Rio deve ser a capital dos grandes eventos, sejam eles esportivos ou não. E você, o que acha?


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Mídia
Audiência do BBB 11 é a pior da história
Rodolfo Laranjeira
21 de fevereiro de 2011



Será mesmo?

Independente da qualidade do programa, do papel que desempenha, e essas coisas mais, a questão aqui é pura e simplesmente em relação a análise da audiência –  quando será que este termo vai caducar hein? Alguém se arrisca?

Parece que a audiência do BBB vem diminuindo ao longo dos anos e este que está no ar obteve os piores números desde 2002, segundo informações da colunista Keila Jimenez da Folha de S. Paulo, resumida no post do AdNews. As causas desse resultado podem ser inúmeras, passando pela empatia do público com o grupo de candidatos selecionados, até pela questão do comportamento de consumo da sociedade hoje.

Tempos atrás, a análise de um resultado negativo como este era de certa forma mais simples e objetiva, pois se a audiência do principal meio de comunicação, aquele que possui o maior poder de alcance, estava em declínio, era um péssimo sinal.

Hoje, não é bem assim. Programas como o BBB, que geram conteúdo suficiente para alimentar um portal com notícias renovadas a cada minuto e que se propõe dinâmico e funcional tanto no meio tv quanto no ambiente on line, precisam ter sua audiência aferida em todas as plataformas que recebem este conteúdo.

Sendo assim, eu acho que haveria uma correção a ser feita no título da matéria, ficando assim: Audiência do BBB 11, no meio TV, é a pior da história

Alguns podem associar automaticamente o termo audiência ao meio tv e, ao lerem uma manchete como a da matéria em questão ,concluir que o programa vai de mal a pior. Não sei se vai realmente, pois não tenho o desempenho de visitantes (audiência) do site do programa e muito menos  os views no You Tube, tenho apenas a percepção de que só se fala nisso.

Neste caso específico então, o que está em jogo não é somente a eficiência do programa mas também do meio tv, concordam?

abs

Rodolfo Laranjeira


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Pulso
Sempre as Havaianas
Kátia Viola
17 de fevereiro de 2011

Havaianas é um case de reinvenção e rejuvenescimento que não tem fim. Depois de todos os modelos de sandálias de borracha possíveis e imagináveis, vem aí a Soul Collection: tênis! A ideia não poderia ser mais bacana: a sola do tênis nada mais é que a própria sola da sandália. E nas laterais do mesmo, o desenho é idêntico ao das tiras. Os modelos são em lona e couro, com combinações de cores que têm tudo a ver com a alegria/jovialidade da marca. Para quem quer ver os modelos, é só ir ao site da Havaianas Soul Collection.

Me causou estranheza apenas o fato de o mercado-teste ser em São Paulo, em dois pontos de venda de bairros nobres da capital paulista. Numa boa: Havaianas tem TUDO A VER com o jeito de ser do carioca, não é? Além do mais, o Rio é o exportador de tendências de moda. Por que não no Rio primeiro?


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“Só sei que nada sei.”
David Coelho
17 de fevereiro de 2011

É com essa frase de Platão que inicio meu primeiro post falando sobre o TEDxRio.

O que farei a seguir é um exercício de humildade e gentileza, que aprendi no TED. Vou afirmar que não sei, mas aprendi que é importante não saber e ter a humildade de afirmar que não sei. Só assim estarei aberto a aprender novos ensinamentos. Ser gentil com o próximo e ouvir o que ele tem a dizer é dar voz ao diálogo e silêncio ao monólogo.

O monólogo é metodologia tradicional de ensino, que elege um ser supremo que fala de cima para baixo, sem ser contestado e sem mostrar que não sabe. O diálogo, no entanto, é não saber o que o outro tem a dizer e dedicar sua atenção em prol de um novo saber.

O método vertical de ensino, ultrapassado pelas décadas de inércia, vai de encontro ao que foi debatido no TEDxRio.

“Quero ver o mundo do ponto de vista do horizonte” – Frase da apresentação de Rafael Mellin.

O ensino horizontal é o método da troca. Eu não sou detentor de todo conhecimento, mas o que eu sei vou passar a diante para, só assim, me esvaziar e estar pronto para receber outro conhecimento em troca. As salas de aula deveriam utilizar a troca de conhecimento como metodologia. Deveriam ser arenas, demonstrando um círculo, vazio em seu interior, pronto para ser preenchido de conhecimento. Conhecimento obtido através da troca de experiências vividas por cada indivíduo fora da escola.

Segundo a palestra de Hélder Araújo, 75% do conhecimento que obtemos na vida vem da “educação informal”. Essa é a educação fora da escola. Um ótimo exemplo citado por Hélder é que nós precisamos comer para sobreviver, no entanto, não nos ensinam a cozinhar no colégio.

Eu não sei cozinhar, mas sei que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Uma informação tão importante na minha vida que não preciso nunca mais ir pra cozinha. É só chamar o chef Pitágoras para fazer meu almoço.

Se 75% do conhecimento que obtemos na vida não vem do colégio, por que não levar esse conhecimento que cada indivíduo possui para dentro das salas de aula?

Assim chego à filosofia da Interdependência, pregada por Ricardo Gumarães, que clamou, às margens do TEDxRio, pelo brado retumbante da platéia de “Interdependência ou morte!”.

“Na independência um é superior ao outro. Na interdependência há uma dependência mútua.”

Independência = vertical

Interdependência = horizontal

O professor português, José Pacheco, foi enfático em sua afirmação de que ensinar o que está nos livros não tem sentido, já que é só pegar o livro e ler. É preciso ir além do que está nos livros. É preciso descobrir as especialidade individuais e instigá-las ao máximo desenvolvimento. Dessa forma quebra-se o paradigma da mediocridade, de que é preciso estar na média de todos os assuntos. Como um jovem vai poder dizer que não sabe, se ele precisa saber tudo um pouco?

O que aprendi no TEDxRio? Afirmo que não sei, mas de alguma forma me fez entender um pouco mais sobre o não saber.


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TEDxRio: um momento de inspiração pessoal
Leonardo Brossa
17 de fevereiro de 2011

Sim, vou postar sobre o TEDxRio, mas não quero focar nos palestrantes e nas palestras, que estarão disponíveis em breve e você poderá assistir, ou melhor, deverá assistir. Quero dar aqui um enfoque mais pessoal. Falar sobre o que ela significou pra mim e como imagino que ela tenha marcado boa parte das 800 pessoas que compareceram ao evento.

Bom, antes de qualquer coisa, não dá pra ficar imune a um evento que se propõe a discutir problemas, apresentar modelos de trabalho diferentes, casos de pessoas que conseguiram empreender e alcançar seus objetivos, tudo isso sem, necessariamente, trazer pessoas que desfilam pelas publicações brasileiras. As nossas queridas celebridades.

Nesse ponto eu chego a uma palavra que pra mim está grudada ao evento mas não vi ninguém comentar, postar ou aparecer no estudo que foi feito lá dentro. Humildade. O TEDxRio foi um grande exercício de humildade, um momento de assumir e combater alguns preconceitos. Um momento de rever posições e contestar opiniões.

O evento já começou com o Ricardo Guimarães afirmando que a interdependência é a evolução. Propôs que trocássemos o grito do Ipiranga para Interdependência ou Morte! Ou seja, ele deixou claro ali, naquele breve momento, que ninguém é alguém sozinho. Seja no plano pessoal, profissional ou até empresarial.

Logo depois, surge o professor português José Pacheco, criador do “fodástico” projeto Escola da Ponte, que aplica uma metodologia de ensino inovadora, respeitando as individualidades de cada aluno. Nada daquela relação de cima pra baixo… Segundo ele “os alunos não têm dificuldade de aprendizagem, nós é que temos dificuldade de ensinagem”.

Eu ali, babando e feliz por estar presente e poder sentir toda aquela energia contaminando as pessoas. Até porque eu estava acostumado com os eventos da minha área, onde somos obrigados a ouvir ladainhas repetitivas das celebridades do meio. Um discurso infinito de pré-conceitos tentando lobotomizar as pessoas através do cansaço. Mas no TEDxRio o contato é com o mundo real. Pessoas de verdade. Até as “celebridades”, caso do Armínio Fraga, passeavam calmamente conversando e trocando com as pessoas que estavam lá. Quantas vezes você viu um palestrante do mercado publicitário chegar atrasado e sair logo depois do seu “discurso”, pois sua agenda não permite pausas?

Em que outro lugar, que não lá, você poderia conhecer uma juíza que decidiu se aproximar dos detentos para salvar a si própria? Caso da Thelma Fraga. Onde você conheceria médicas incansáveis que lutaram e se emocionaram em busca de seus sonhos de estudante? Como as Doutoras Rosa Célia e Vera Cordeiro. Num mundo em que a medicina já virou comércio, há muito tempo, é sempre bom ouvir pessoas assim. Faz você descer da sua arrogância inata e ver que você não tem problemas, mas apenas desafios.

Foi nesse clima que pela primeira vez na minha vida me vi tiéte. Encontrei a Dra Vera Cordeiro e dei um beijo nela, agradecendo pela oportunidade de ter ouvido ela falar. A certeza que tenho é que eu não sou o mesmo cara que chegou lá as 8h30 da manhã. No dia 15 de fevereiro de 2011 eu mudei, pra melhor, e meu ano começou, isso mesmo, antes do carnaval.


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Pulso
E o Mainstream vai ao seu quarto
Raul Santa Helena
15 de fevereiro de 2011
Imagem de Amostra do You Tube

Keenan Cahill é um garoto americano. Tem 15 anos mas sofre da Síndrome do Maroteaux-Lam. Um dia ele estava em seu quarto. Sentou-se ao computador e ligou sua webcam. Então apertou o play em uma música do Michael Jackson no iTunes e se colocou a dublar. Hoje, alguns meses depois, está alcançnao a marca de milhões de views em várias interpretações no Youtube. Até o momento em que o mainstream, pessoalmente, desceu do alto de seu altar de supremacia e foi até o seu quarto. Trocou tweets carinhosos com Kate Perry (a primeira a puxá-lo do anonimato ao mainstream), o rapper 50 Cent cantou ao seu lado em um vídeo e, mais recentemente, David Guetta participou em um “dueto” com o dublador mirim.

Keenan Cahill é um representante ícone da geração dos garotos perdidos. Uma geração que não parou de consumir conteúdo televisivo como muitos previram. Porém, eles estão fazendo dezenas de outras coisas ao mesmo tempo. Uma geração que provoca diariamente o diálogo entre o socialcast e o broadcast consolidando o fim do monopólio absoluto da voz que reinou durante décadas no sistema midiático ditatorial. Dispersando sua atenção e fragmentando seu consumo de mídia em diversas plataformas, muitas das vezes de forma intensa e simultânea, sem terminar a experiência de consumo em nenhuma delas por completo. O desafio das marcas é encontrar esses garotos perdidos para que consigam envolvê-los e engajá-los. Deixo a provocação: como conseguir tal feito?


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Digital - Pulso
Dica de Livro: McLuhan Atualizado
Raul Santa Helena
15 de fevereiro de 2011

Todo comunicólogo deve(ria) estar ansioso para ler “Marshal McLuhan: You Know Nothing of My Work” lançado em janeiro (já visando pegar carona no ano do seu centenário já que McLuhan completaria um século de vida no dia 21 de junho de 2011).

O autor Douglas Coupland é tido como o criador do termo “Geração X” do livro homônimo em que rotulava os nascidos entre a revolução hippie e a digital. Ele declarou que sua proposta principal seria “traduzir” o grande filósofo e educador canadense para as novas gerações. A representatividade das teorias de McLuhan, que cunhou o termo “aldeia global” bem antes de toda a revolução digital de fato transformar o mundo em uma noz , é cada vez mais aderente com os novos tempos em que vivemos. O mais incrível é que a maioria de suas análises críticas tinha como objeto de estudo os efeitos do rádio na primeira metade do século 20 e mais tarde os efeitos da recém-lançada televisão. Coupland explica que “o que fez de McLuhan uma personalidade marcante foi sua capacidade de antecipar a homogeneização e a desumanização dos meios de comunicação em massa quando o fenômeno ainda se encontrava na sua infância”.

McLuhan escreveu pelo menos dois livros considerados clássicos da teoria da comunicação: “Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem” de 1964 e “O Meio é a Mensagem” de 1967.

O título do livro de Copland foi “inspirado” em uma cena genial do filme Annie Hall de Woody Allen. Melhor do que eu descrever a cena é você assistí-la a baixo:

Imagem de Amostra do You Tube

#ficaadica

Fontes: NYT e Link do Estadão.