Arquivo de março de 2011


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Digital
E você, conhece o Charlie Sheen?
Gustavo Fontes
22 de março de 2011

Charlie Sheen é um ator norte-americano com seus 45 anos de idade. Sua carreira começou de forma impressionante, com os sucessos de Platoon, Wall Street e Top Gang.

Mas sua vida começou a cair na graça da mídia na década de 90, quando problemas com álcool, drogas e mulheres (Sheen chegou a dormir com 27 prostitutas numa noite) faziam parte do pacote do ator.

Seus casamentos também ganharam a cena com histórias sórdidas e sempre mal explicadas, como o envolvimento dele com a esposa e uma garota de programa.

E vocês devem estar se perguntando por que estamos falando da vida desse cara aqui no Pulso…

Então, em 2002 ele ganhou um prêmio de melhor ator de série cômica e a CBS resolveu lhe dar uma série própria, Two and a Half Man, uma das melhores séries cômicas norte-americanas.

O sucesso da série crescia exponencialmente nos EUA, assim como suas confusões fora de cena, o que transformavam Charlie Sheen cada vez mais num ícone ou num fanfarrão para os norte-americanos, falem bem ou falem mal, mas falem de Charlie Sheen!

Mas os casos extra-conjugais e os problemas com drogas, levaram a Warner a tomar uma decisão surpreendente e demitir Charlie Sheen.

A sua demissão chegou a ser parodiada no youtube.

E o que ele fez?

Como todos os consumidores insatisfeitos hoje em dia, correu para o Twitter para reclamar dos seus antigos patrões (@charliesheen).

E logo após 25 horas e 17 minutos na rede social, o ator atingiu a marca de 1 milhão de seguidores, entrando para o Guiness Book, hoje ele tem o incrível número de 3.080.510 de seguidores.

Mais o melhor ainda estava por vir…

O ator realizou um tuíte pago por mais de 100 mil dólares, gerando uma repercussão incrível no meio online.

Muitos “analistas” de mídia social criticavam o valor pago e debatiam o mal uso da ferramenta pelo anunciante, a Internships.com um site de empregos norte-americano.

Já cansado de tanta repercussão negativa, o anunciante divulgou que esse tuíte gerou mais de 1 milhão de visitantes únicos, de 181 países diferentes. Esses dados indicam uma rentabilidade de incríveis R$ 0,10, ou seja, cada clique no link que ele colocou em seu twitter custou a Internships.com apenas R$ 0,10.

Enfim, toda essa história acima é para pensarmos na força que as mídias sociais possuem hoje em dia e, principalmente, o fato de os consumidores confiarem cada vez mais na opinião das outras pessoas para comprar um determinado produto.

Hoje em dia, o bem mais importante na comunicação online é a credibilidade.

Além disso, especula-se que a Warner quer o retorno de Charlie Sheen para a emissora. Será que a força que ele mostrou nas mídias sociais tem a ver com isso?

Vamo que vamo!


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Digital
Minha terra tem palmeiras, onde a Bethania faz poesia.
David Coelho
17 de março de 2011

Desde ontem que o assunto nas redes sociais (#5 TT Worldwide) é a aprovação do MinC para o blog da Maria Bethania captar R$1.35 mi em patrocínio. Esse patrocínio pode ser buscado através da Lei Rouanet, que garante abatimento de imposto em troca de incentivo cultural. O projeto se chama “O mundo precisa de poesia” e terá, por dia, um poema declamado pela cantora ao longo de um ano.

Na hora já surgiram “comediantes em pé” fazendo todos os tipos de piadas, um blog fake, o twitter @blogdabethania e milhares de revoltados. Durante essas discussões só me vinha a cabeça uma pergunta: o que os produtores esperam?

Lendo o projeto me surpreendi com a quantidade de acessos por dia que eles esperam receber, apenas 6 mil. Achei pouco para o tamanho do investimento, que ainda pretende alcançar o debate nas redes e com isso incentivar outros artistas a produzirem conteúdos do mesmo tipo. Foram ambiciosos na repercussão, mas subestimaram os acessos.

Já houve o interesse do canal GNT em transmitir as pílulas diárias em sua grade de programação, o que mostra o potencial que o projeto tem. De qualquer forma, escolheram a Internet para fazer esse tipo de projeto que se encaixaria perfeitamente em um programete de TV.

O que isso representa para o mercado de blogs? A onda blogueira está aí e os objetivos do Blog da Bethania não são diferentes dos objetivos da “classe” como um todo. Por isso, houve revolta da parte dos blogueiros que iniciaram o movimento “Pô, Maria Bethania. Não conhece WordPress?”. Acontece que mesmo que o projeto fosse feito no WordPress, existiria um custo de produção para que tudo fosse publicado no blog.

Acho que existe uma falsa impressão de amadorismo e cultura grátis quando se fala em blogs. Só porque existem ferramentas como YouTube e WordPress, seria apenas gravar o conteúdo na sala de casa e postar na Internet. Acontece que para muitos isso já representa grandes negócios e vem se tornando um mercado cada vez mais promissor. Estão aí o Jovem Nerd, Felipe Neto e PC Siqueira pra provar.

O amadorismo tende ao profissionalismo a partir do momento que qualquer amador pode sair do anonimato do dia pra noite. A internet é o caminho.

Colaboraram para o post Marcio Thees e Felipe Gaúcho. Valeu pelo debate.


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Digital - Pulso
Fantasia de Maria-vai-com-as-outras
Maíra Miguel
13 de março de 2011

Durante esse carnaval, alguns temas tiveram destaque na mídia: a falação do xixi na rua, o total de pessoas presas por esse mesmo motivo, a falta de banheiros públicos, o atraso do Salgueiro e a vitória meio que esperada da Beija-Flor. Mas aproveito esse domingo, o verdadeiro final do carnaval, para comentar o que de longe, mais me chamou atenção durante o período.

Por acaso, ouvi o programa do radialista Roberto Canazio, na Rádio Globo, que comentava a notinha de que as redes sociais foram fundamentais para lotar todos os blocos de rua do Rio, inclusive os desconhecidos dos foliões. Até aí tudo bem.

Mas lá pelas tantas, ele começou a falar que os usuários das redes, na verdade, são Maria-vai-com-as-outras. E continuou argumentando que blocos clássicos precisaram de anos para conquistar seu público fiel. Já esse ano, por causa de uma “convocação” virtual, os blocos inéditos só lotaram porque tinha muita gente sem personalidade que viu algum post. Gente que foi apenas por obrigação. E que obrigação.

Eu tenho um entendimento ligeiramente diferente. Identifico que as redes foram fundamentais para arrastar uma multidão nesses blocos novos por outros motivos:

1 – A grande força das redes é permitir que todos possam divulgar, falar o que quiser sem barreiras. Isso é exemplo do verdadeiro poder da democratização da informação. Ali, o novo e o tradicional tem o mesmo espaço.

2-  O carnaval de rua do Rio de Janeiro foi patrocinado por grandes empresas que criaram sites, encartes e várias formas de divulgar os 461 blocos existentes. Todos estavam igualmente acessíveis aos foliões.

3- Os blocos consagrados como Bola Preta, Suvaco de Cristo, Simpatia, Monobloco, dentre tantos outros, estavam mais do que lotados. Não perderam foliões porque surgiram novos. Havia oportunidade pra todos e a escolha podia ser feita de acordo com estilos, gostos, horários e perfil.

4- Tradição é importante, inovar é fundamental e no carnaval de rua esses dois quesitos se complementam. Lugar de disputa de tradição x inovação fica na Sapucaí, por conta da Beija-Flor e Unidos da Tijuca. E lá eles já tem seus jurados, gostemos ou não do resultado.

Vamos deixar os julgamentos só para eles e manter a rede livre como deve ser. Resumindo, esse papo de Maria-vai-com-as-outras me soa mais como fantasia fora de moda, sem noção, do que realidade.

 

 


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Digital
Facebook Credits – A moeda do Facebook
Gabriel Cunha
11 de março de 2011

O Facebook, maior rede social do mundo, anunciou esta semana uma parceria com a Warner Bros. para lançamento de um serviço de locação de filmes online. O aluguel custa 30 Facebook Credits (moeda do facebook), o que corresponde a 3 Dólares. A mesma moeda deverá ser de uso obrigatório a partir de 1° de Julho para qualquer transação em aplicativos ou games na rede. Com isso, a empresa de Zuckerberg lucra 30% do que for gasto no jogo ou aplicativo.

Parece que, quando o assunto é inovar, o Facebook realmente sabe o que faz. Não conformados com a tradicional venda de publicidade, a rede possui uma moeda própria que promete movimentar e muito a economia mundial nos próximos anos. Em 2010, Só no mercado de games (que gera bilhões de Dólares anualmente), o Facebook teve 4 títulos entre os 10 que mais faturaram.

Imagine agora o “estrago” que esta máquina de dinheiro poderia causar entrando em mercados carentes de novos modelos de negócios como músicas ou livros (podendo concorrer diretamente com a Apple). E, considerando que estamos falando de uma moeda, por que não pensar na venda de ingressos, roupas, eletrodomésticos, carros e imóveis? Não deve demorar muito para termos o primeiro apartamento vendido por Facebook Credits.

O dinheiro virtual da rede social já pode ser adquirido em lojas americanas como Wal Mart e Best Buy além de ser opção de recompensa no programa de pontos dos cartões American Express.

Alguns sites especializados já falam em fcommerce, uma espécie de ecommerce que funcionaria apenas no facebook como oportunidade para varejistas utilizando Facebook Credits

Tudo isso sem contar o Facebook Places, ferramenta de geolocalização que promete bater de frente com o Foursquare ajudando empresas a movimentar seu mercado oferecendo descontos e comunicando ofertas.

O Facebook é uma prova do quanto o mundo virtual impacta direta e indiretamente a economia no mundo real. Se as coisas continuarem assim, já consigo ver os Facebook Credits sendo negociados nas bolsas de valores mundo afora…


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Connect.Me or Not?
Leonardo Brossa
10 de março de 2011

Pois é. Ontem era o carnaval, mas hoje só se fala no Connect.Me nas principais redes sociais. O mais interessante é ver o comportamento das pessoas, que não sabem que serviço é esse, pra que serve, de quem é, mas mesmo assim tá todo mundo registrando seu username para ser um beta tester.

É curioso ver esse movimento enorme, mais de 20 mil usuários em menos de 24 horas, mesmo a ferramenta pedindo permissão de acesso ao seu Facebook, Twitter ou Linkedin. Muita gente pode olhar e falar: “bando de idiotas, deixando a porta aberta pra um desconhecido”. Mas aqui, apesar de ser real life no mundo virtual, essa é uma preocupação menor. “Quem não deve não teme”, “o negócio é se divertir”, “tô curioso pra caralho” e “vamos ver qualé” são os outros comentários. Eu confesso que tô mais nessa corrente.

Já fiz o meu: connect.me/leobrossa

Ah, o que é? Sei lá. Me parece uma nova rede social ou grande agregador que vai unir as 3 principais redes, FB, Twitter e LinkedIn. No que você aposta?


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Digital - Pulso
Há uma revolução acontecendo lá fora
Raul Santa Helena
05 de março de 2011
Imagem de Amostra do You Tube

Eu venho achando meio estranho que as insurreições populares em cascata que vem ocorrendo no norte da África vem sendo pouco comentadas e analisadas pelos especialistas em teoria da comunicação e redes sociais. Não sei se estão esperando que os fatos se desenrolem até o momento de amadurecerem para então poderem ser impressos nos livros escolares. Até o momento eu também não me sentia confortável para dissertar sobre o tema por conhecer pouco a respeito.

Isso mudou depois que assisti ontem ao vivo à histórica apresentação de Wadah Khanfar, diretor geral da rede de televisão árabe Al Jazeera, no TED 2011.

O fato é que a história está sendo escrita neste momento lá fora. E é inegável o papel da internet e das redes sociais neste processo. Esse processo revolucionário foi potencializado graças ao poder da web em viabilizar alguns fatores preponderantes, como por exemplo:

• O compartilhamento epidêmico de conhecimento e dos valores universais.

• A socialização viral dos sentimentos populares.

• A ampliação da compreensão do cenário global.

• A maior influência dos hábitos ociedental e do pensar democrático nos jovens.

Khanfar é tão clarividente em seu pronunciamento que vale registrar aqui algumas passagens para refletirmos com mais propriedade sobre os recentes acontecimentos.

“Eu estou aqui para lhes dizer que o futuro com o qual nós vínhamos sonhando está de fato vivo. Vocês, a geração atual, de fato educada, conectada, inspirada pelos valores universais compartilhados e com uma compreensão global, criou essa nova realidade com a qual havíamos sonhado quando jovens. Encontramos hoje novos caminhos para expressar nossos sentimentos, nossos sonhos. Essa gente jovem, que recuperou a auto-confiança das nações daquela parte do mundo, que nos trouxe um novo significado sobre o que é ‘liberdade’. Jovens que nos encorajaram a caminharmos para fora de nossas casas, descermos para as ruas sem violência, elevar o nosso poder de voz e dizer: ‘nós queremos ver o fim do regime’”.

Uma das passagens mais emocionantes da apresentação é quando Khadaf conta sobre o telefonema de um jovem civil que estava em plena Tahrir Square no Egito em meio ao maior e mais importante protesto da Revolução Egípcia – que ficou conhecido como a “Marcha dos Milhões”. O jovem implorou ao telefone para que ele não desligasse as câmeras naquela noite pois senão haveria um genocídio sem precedentes. O egípcio afirmou ainda que Khanfar estava protegendo o povo ao mostrar o que estava acontecendo em sua rede global. Khanfar então ligou sua equipe de correspondentes e encorajou-os a fazerem o “seu melhor”. Apelou para que eles, em hipótese alguma, desligassem as câmeras naquela noite pois aquelas pessoas sentiam-se confiantes e protegidos por alguém estar contando a sua história.

Khanfar lembrou ainda que a TV Al Jazeera foi banida da Tunísia pelo ditador Ben Ali e há muitos anos os repórteres da emissora não eram autorizados a entrarem no país. Porém, ele afirma que a emissora descobriu que cada um desses jovens revolucionários que foram às ruas poderiam atuar como verdadeiros repórteres correspondentes in-loco. “Nós nos tornamos um centro de compartilhamento que recebe todo esse valioso material (fotos, vídeos, informações) das pessoas comuns. Pessoas que estão conectadas, pessoas com ambição, que libertaram-se do sentimento de inferioridade. E tomamos essa decisão de sermos o circulador de informações. Nós seremos a amplificação dessas vozes, vamos espalhar essas mensagens”.

Estamos falando de um exemplo clarividente que comprova o poder da mobilização social amplificado pelo potencial epidêmico das redes sociais. Um fato histórico sem precendentes que confirma que há de fato uma revolução acontecendo na forma como esta nova geração se relaciona com os meios de comunicação, com as marcas, com o meio social e até com os governos. Uma geração que está utilizando o poder das redes sociais para, entre outras coisas, iniciar um processo revolucionário que culmina na queda de ditadores que há décadas reprimiam suas nações. Uma geração que está impondo uma insurreição democrática viabilizada pela tecnologia e que varreu o mundo árabe no momento em que as pessoas se organizaram e perceberam que poderiam simplesmente ganhar as ruas para exigir mudanças. Uma geração que não concorda mais com o monopólio da fala e reivindica o seu poder de voz. Não é a toa que a primeira medida de todos esses ditadores foi a tentativa de cortar a internet em todo o país.

Khanfar finaliza sua histórica apresentação no TED com uma mensagem inspiracional contundente: “o futuro chegou. O futuro é agora. Testemunhamos uma mudança histórica, a chegada de uma nova era. Este é um momento para celebrarmos nos conectando com aquelas pessoas nas ruas e expressando nosso apoio para elas, expressando esse tipo de sentimento universal de dar suporte aos fracos e necessitados, criando um futuro muito melhor para todos nós”.

E você, o que você acha disso tudo? Raise your voice and bring us your opinion.

ps.1: a ironia fica por conta da marca “apoiadora” do TED de Khanfar. Simplesmente a montadora Lincoln, da Ford. É irônico vermos uma palestra do diretor geral da Al Jazeera, dissertando sobre as revoluções em regiões onde os EUA historicamente apoiaram ditaduras que fossem coniventes com a manutenção do fornecimento de petróleo, sendo patrocinada justamente por uma montadora americada. Enfim, irônico, não? :)

Imagem de Amostra do You Tube

ps.2: em meio a pesquisa para escrever esse post, encontrei uma breve entrevista de Khanfar onde podemos constatar que o cara não está apenas pegando carona nos recentes acontecimentos. Já em 2007, ele afirma que as novas mídias possuem um papel relevante em acelerar as causas democráticas e viabilizar a liberdade de expressão.

ps.3: outra prova disso é uma entrevista que Khanfar cedeu à revista TIME em 2006 onde afirmou que o papel do novo jornalismo é “repensar as autoridades e dar voz aos sem-voz”.


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Pulso
Seduzido pelo poder coletivo
Vinicius Oberg Guedes
03 de março de 2011

Crowdsourcing, Wikis, Crowdfunding, Mashup, Curtir, Hashtags, TT’s e por aí vai, uma infinidade de conceitos e formas de conhecimento/engajamento coletivo. São palavrinhas que estão na moda e são realmente fascinantes. Porém, o que está me deixando mais empolgado é poder ver que esses conceitos começam a pular do virtual para o real e estão interferindo diretamente no ambiente urbano!

Isso tudo altera uma lógica de que as melhorias urbanas (culturais e ambientais) estão condicionadas ao poder público, servindo como ferramenta para iniciativa privada se envolver cada vez mais e desenvolvendo a relação entre governos e cidades. E claro, dão poder pra gente mudar muita coisa!

Ligado ontem no TED 2011 #TED, pude conhecer o Inside Out, que é um projeto de arte participativa que transforma mensagens de identidade pessoal em peças artisticas. Não vou falar muito, vamos ao vídeo:

Existem outros exemplos, como o Street Art View, lançando pela Red Bull e que rodou recentemente pela blogosfera. Aqui no Brasil ele é realizado pela Loducca.

Está na nossa mão!