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Arquivo de maio de 2011


Uma nova ruptura
Gustavo Fontes
27 de maio de 2011

Em toda a sua história, o mercado publicitário sofreu rupturas no seu modelo de negócios e na qualificação dos profissionais provocado pelo avanço tecnológico. Foi assim com o jornal, com a televisão, com o celular…

A bola da vez é o Ipad. Os tablets representam o elo que faltava entre a web e o mobile. Todos querem ter o seu pelas inúmeras qualidades e funcionalidades do produto.

Assim como foi quando a televisão surgiu, imagino que quando o Ipad chegar às mãos de mais pessoas a ruptura vai ser tão intensa quanto antes.

E essa ipadmania vai refletir no nosso mercado. Já vemos alguns anunciantes migrando, engatinhando, para esta tela (mais naquele estilo “surgiu uma oportunidade aqui, vamos anunciar no Ipad?”). Os profissionais que trabalham com a área digital já são exigidos e cobrados sobre o tema. Ainda estamos (profissionais e usuários) em fase de adaptação, mas já podemos notar que a publicidade no Ipad é mais rica, interativa e proporciona muito mais engajamento do consumidor com a marca.

O potencial criativo e a capacidade de experiências nos tablets é gigantesco.

Uma pesquisa realizada pela MobClix (rede de anúncios móbile norte-americana) é um primeiro indício dessa mudança que teremos mais a frente. De acordo com a pesquisa, os usuários de Ipad são mais propensos a clicar nos banners enquanto estão jogando em seus aplicativos. O CTR foi, em média, 8 vezes maior do que em aparelhos Android e 3,5 vezes maior que no Iphone. Ou seja, realmente o tablet provoca uma maior interação dos usuários.

A mensagem mais importante que fica é: aproveitem a característica do meio e gerem experiências para seu público!

Abaixo tem dois vídeos que achei de publicidades voltadas pro Ipad e que interagem com o público. Os dois são simples e eficientes.

Imagem de Amostra do You Tube

Enfim, devemos nos aprofundar sobre esse tema, pesquisar e aprender, enquanto temos tempo… As pessoas estão nos mostrando que o Ipad, o 1, o 2, o 3…, veio para ficar.

Vamo que vamo!


Categoria
Pulso
Quem queremos formar?
Fatima Rendeiro
25 de maio de 2011

Diante do cenário de transição que estamos vivendo em que professores e diretores andam discutindo nas Escolas a relação entre tecnologia e educação e como conviver com esse novo comportamento, é visível a necessidade de aprimoramento na formação de um novo perfil de professor.

Segundo o Ibope/Nielsen, 74 milhões de brasileiros tiveram acesso a internet no último trimestre de 2010. O brasileiro é, por natureza, um ser social. O Brasil é o segundo no Twitter desde 2008 e disputa com a Índia quem cresce mais rápido no Facebook.

Como ignorar que alunos estão na rede postando fotos das aulas, criticando professores, publicando no Twitter ou no Facebook, ou que, até mesmo, não estão prestando atenção na aula, pois a música no seu iPod está mais interessante do que o que professor pode estar ensinando naquele momento? E como chamar atenção desse futuro profissional de comunicação que ainda convive com um mundo analógico e digital? Professores deveriam se capacitar para entender esse novo comportamento jovem e repensar conceitos para administrar essa revolução.

O que parece é que a sala de aula do futuro, que para muitos já é presente, deverá ser equipada com terminais sob medida para laptops e tablets, onde realidades diferentes, mais do que conviver, dependerão uma da outra, já que será cada vez mais necessário a utilização de recursos digitais para que o aluno aprenda.

Será que daqui a pouco livros e cadernos serão aposentados? Ou vamos conviver com o analógico e o digital em perfeita harmonia ainda por muito tempo?

O vídeo “Vision of 12 Students Today” já nos mostra um pouco do que no presente os estudantes desejam:

Imagem de Amostra do You Tube

 

 

Claro que em um país como o Brasil, de realidades distintas, o cenário acima ainda está muito longe de acontecer, mas o fato é que, com ou sem tecnologia, o que faz um aluno aprender muitas vezes é o entusiasmo do professor que, quando apaixonado, faz toda a diferença.
E esses professores merecem todos os nossos aplausos!


Categoria
Digital - Mídia
O Futuro da Televisão
Gustavo Fontes
21 de maio de 2011

Uma discussão que permeia o mercado publicitário nos dias de hoje, diz respeito a nova forma de consumo dos meios.

Notamos uma queda das audiências dos meios tradicionais. Mais importante do que isso, os jovens hoje possuem uma linguagem de consumo da informação muito diferente.

A tradicional leitura perde cada vez mais espaço para uma linguagem do entretenimento.
Hoje, as inovações tecnológicas ditam o ritmo dessas mudanças e da própria comunicação.

Diante desse cenário, é normal imaginarmos que a inovação chegará nos meios tradicionais.

Outro dado importante para pensarmos é de que a tecnologia evolui de uma forma muito agressiva e sempre acima do linear que imaginamos.

Imaginando todo esse contexto e permitindo uma previsão futurística, o laboratório de pesquisas alemão syzygy fez um vídeo sobre como será a televisão no futuro, com total interação nas mídias sociais e controlada pelo Ipad ou Iphone.

Mais do que qualquer palavra, vale a pena ver o vídeo e pensarmos um pouco em qual ritmo a evolução tecnológica está e como isso afetará nossas vidas.

Vamo que vamo!


Categoria
Mídia
Marketing Classe C
Gabriel Cunha
20 de maio de 2011

A revista Istoe publicou semana passada o ranking atualizado das marcas mais fortes e mais valiosas. A marca mais forte de 2010 foi o McDonald’s. Até aí nenhuma novidade. Agora pare e pense: qual foi o esforço de marketing que levou a rede de fast food a alcançar essa inédita posição?


O McDonald’s apostou na Classe C, que representa quase a metade da nossa população, possui papel decisivo em nossas eleições e, agora, no nosso ranking de marcas. A promoção “Grandes prazeres, Pequenos Preços”, já utilizada anteriormente na Argentina em tempos de crise econômica desempenhou seu papel e colaborou para que os Arcos Dourados chegassem ao topo da lista.

Isso me faz lembrar daquela antiga rede social, que andou mudando a logo e o layout ultimamente, e que tem sido alvo de grande preconceito dentro e fora do meio publicitário… O Orkut.

Foi no Orkut que vi o único banner do McDonald’s do qual me recordo e foi no Orkut que a Casas Bahia lançou uma página especial com promoção do dia das Mães que já acumula aproximadamente 22 mil membros.

Isso também me faz lembrar os mais de 1.000 sites de compras coletivas existentes no Brasil que lotam as caixas de e-mails com ofertas diárias e a proliferação das lan houses e os planos de Internet pré paga lançados pelas empresas de telefonia. E os planos de incentivo à compra da casa própria.

As apostas na Classe C estão cada vez mais se justificando e os produtos específicos para esse consumidor vão tomando espaço nas estratégias de marketing e na prateleira de supermercados. As marcas que souberem oferecer valor para esse público certamente vão encabeçar o ranking do ano que vem! Fica a dica!