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Marketing Classe C
Gabriel Cunha
20 de maio de 2011

A revista Istoe publicou semana passada o ranking atualizado das marcas mais fortes e mais valiosas. A marca mais forte de 2010 foi o McDonald’s. Até aí nenhuma novidade. Agora pare e pense: qual foi o esforço de marketing que levou a rede de fast food a alcançar essa inédita posição?


O McDonald’s apostou na Classe C, que representa quase a metade da nossa população, possui papel decisivo em nossas eleições e, agora, no nosso ranking de marcas. A promoção “Grandes prazeres, Pequenos Preços”, já utilizada anteriormente na Argentina em tempos de crise econômica desempenhou seu papel e colaborou para que os Arcos Dourados chegassem ao topo da lista.

Isso me faz lembrar daquela antiga rede social, que andou mudando a logo e o layout ultimamente, e que tem sido alvo de grande preconceito dentro e fora do meio publicitário… O Orkut.

Foi no Orkut que vi o único banner do McDonald’s do qual me recordo e foi no Orkut que a Casas Bahia lançou uma página especial com promoção do dia das Mães que já acumula aproximadamente 22 mil membros.

Isso também me faz lembrar os mais de 1.000 sites de compras coletivas existentes no Brasil que lotam as caixas de e-mails com ofertas diárias e a proliferação das lan houses e os planos de Internet pré paga lançados pelas empresas de telefonia. E os planos de incentivo à compra da casa própria.

As apostas na Classe C estão cada vez mais se justificando e os produtos específicos para esse consumidor vão tomando espaço nas estratégias de marketing e na prateleira de supermercados. As marcas que souberem oferecer valor para esse público certamente vão encabeçar o ranking do ano que vem! Fica a dica!

5 comentários para “Marketing Classe C”

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  • Fátima Rendeiro disse:

    Gabriel;
    Excelente post e só reforça o fato que estamos presenciando muitas mudanças na pirâmide social do nosso país. O aumento do poder de compra da classe C altera não só os padróes de consumo, mas também os da formação da opinião.
    Os jovens da Classe C que são mais educados e conectados que seus pais já são os formadores de opinião em suas famílias e isso com certeza, irá alterar aquele já conhecido público alvo que é atribui ao formador de opinião apenas individuos das classes sociais AB. A conferir!
    Fátima

  • Gustavo Fontes disse:

    Bem observado, Fátima.
    Os jovens da classe C representam uma classe com mt força e capaz de provocar uma revolução na estrutura social brasileira.

    Um dado mt interessante é a voz ativa que eles têm em casa. Como contribuem financeiramente até mais do que os próprios pais, esses jovens acabam se envolvendo cada vez mais em tomadas de decisões importantes.

    Vamos acompanhar como essa mudança se refletirá nos proximos anos.

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