Eu adoro a mania que todo mundo tem de classificar tudo. Quando a mídia online chegou no mercado, com todas as suas métricas, formatos e formas de venda diferentes, fez com que alguns profissionais não olhassem com bons olhos, esse “novo mundo”. De olho nessa oportunidade e na resistência ao novo, surgiram as agências especializadas e profissionais dedicados ao “online”, deixando os profissionais mais antigos confinados ao offline.
Até aí nada de novo, mas não seria essa divisão extremamente prejudicial ao mercado e ao processo publicitário? “Vamos partir do princípio que no fim do dia tudo é mídia, seja o banner no portal X ou o spot de 30” no canal Y. Todos estão comunicando algo e todos têm seu papel no plano de mídia. Inclusive, tirando alguns nomes, os objetivos são os mesmos, cobertura, frequência…
A principal diferença entre as duas “disciplinas” é a capacidade de mensuração e controle das campanhas. Uma campanha digital não te dá números aproximados ou projeções sobre pesquisas, te dá o número real, enquanto dados de mídias “off-line”(chamemos assim por falta de nome melhor) ainda são baseados em pesquisas amostrais e/ou dados de recall.
Ok, reconheço que as diferenças na forma de compra e a maneira como são apresentados os dados fazem com que necessitemos de profissionais dedicados a On e Off, mas isso não pode servir de desculpa para o desconhecimento de um e de outro. Por exemplo, um bom planejador de mídia tem que conhecer muito bem seu cliente e seus objetivos, para escolher onde anunciar. Às vezes uma fanpage no facebook pode ser mais relevante que uma campanha em TV a cabo, ou vice-versa.
Por isso, acredito que a divisão entre agencias que só fazem On ou Off tem prazo de validade, ela foi útil em um momento que o meio precisava de maturidade e de pessoas que o ajudassem a se desenvolver, agora é a hora de integrar as mídias online ao portfólio regular de todas as agências e ao dia a dia do planejamento de mídia.
Mas antes que comecem a me jogar pedras e criticar, reconheço o papel das agências digitais, existem clientes que precisam dessa atenção especial. O que não deve acontecer, é pensar em separação estratégica de on e off. Vamos pensar em nosso dia a dia. Qual a diferença entre ver o mesmo comercial de 30” no youtube ou no intervalo do Fantástico? Ou melhor, qual a diferença entre passarmos na frente de um vitrine e comprar um tênis, para ver um banner de uma loja de calçados e clicar em comprar no mesmo modelo de tênis?
Lembrando David Ogilvy, boa campanha publicitária é aquela que faz a caixa registradora do cliente tilintar, não importa de onde ela veio e quanto custou, os resultados vão vir das mídias certas sejam elas quais forem e cabe a nós, profissionais de comunicação, conhece-las muito bem para utiliza-las da melhor forma.


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Bom dia Thiago Rodrigues,
A TV Rio Sul realizará no dia 23 de agosto (terça-feira) – às 09h. – o lançamento da pesquisa Ibope 2011 em nossa Região, com o tema ” Ibope – TV RIO SUL uma goleada de audiência”.
E é com grande satisfação que o Departamento de Marketing da TV Rio Sul, o convida para administrar uma palestra as agências e publicitários da Região Sul do Estado do Rio de Janeiro.
Caso gentilmente aceite nosso convide, gostaríamos de consulta-lá sobre a possibilidade de apresentar a palestra sobre a importância do planejamento de mídia como forma de fortalecimento e posicionamento no mercado.
A TV Rio Sul se responsabilizará por todas as despesas de transporte, alimentação e estadia.
Grata e no aguardo de sua resposta,
Daniele Gama
Assistente de Marketing
(24)2102-9806