Arquivo da Categoria ‘Mídia’


Desapego, sua linda!
Leonardo Brossa
25 de janeiro de 2012

Uma mudança de comportamento que os tempos atuais trouxeram é o desapego às idéias. Não adianta nada ter a ideia genial se ela vai continuar sendo só uma ideia. Sabendo disso, passamos a nos preocupar muito menos em guardar à 7 chaves as nossas e passamos a dividi-las em mesas de bar com amigos e pessoas que a gente acredita que possam nos ajudar a colocá-las na rua.

Desde que abri a Quintal tenho sido procurado por conhecidos que querem uma força para colocar suas ideias em prática. Pra mim tem sido uma experiência e tanto, pois estou  aprendendo a dar forma e pensar em um modelo de negócio para algo até então intangível

Mas nessa semana pude ver todo esse desapego em uma ferramenta nova e super interessante, o Qrawr. Eles se vendem como “comments for real walls” já dando uma sacaneada nos monólogos que acontecem nas redes sociais, onde muita gente quer falar e pouca gente quer ouvir.

Conheça o Qrawr

Os caras convocam você a pensar em utilidades para a ferramenta, porque nem eles ainda sabem o potencial dela. Claro que tem jogada aí, mas eles já podiam ter lançado ela fechada, já pensando na entrada de marcas, midia kit completo e por aí vai.

Basicamente o Qrawr é um leitor específico de QR-Codes gerados por eles. Esses códigos vão  ser distribuídos em formas de adesivos para serem colados em objetos reais. Escaneados, carregarão esses “real walls” centralizando as discussões. Dessa forma eles enriquecem e tornam exclusivas essas conversas, através de  pessoas impactadas realmente por esse “sticker”.

Bom, confere lá e pensa em uma idéia. Já mandei duas para eles e vou receber os meus. Já tem muita gente falando que o modelo dos caras vai ser a venda dos adesivos, mas acho que eles ainda querem entender até onde dá pra chegar…


Categoria
Mídia
A Evolução da Internet
Gabriel Cunha
20 de outubro de 2011

Não sou um super fã de infográficos, mas achei essa referência bem interessante.  O material conta um pouco da história da Internet desde o seu surgimento em um projeto militar, passando pela época da bolha, surgimento de blogs, games, redes sociais até chegar a realidade atual de usuários multiconectados realizando várias tarefas através da rede.

Ver tudo o que a humanidade já passou após o surgimento da Internet me faz questionar quais serão os próximos quadros desse infográfico…

infográfico sobre a evolução da Internet


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Categoria
Mídia
TV vs. Youtube ou TV + Youtube?
Gabriel Cunha
28 de junho de 2011

Não gosto de comparar o Youtube com a TV tradicional porque isso estimula a (falsa) ideia de que a Internet vai matar os outros meios, pensamento do qual não partilho. Prefiro acreditar que as mídias são complementares e o que importa realmente não é o meio, mas o conteúdo.

No fim das contas, é o conteúdo que segura a audiência. Quer dizer, não existe um mundo real e um mundo virtual, os dois são o mesmo. Portanto, uma matéria no jornal pode virar um hit no Youtube, assim como um hit do Youtube pode virar matéria de jornal. Os meios se complementam, não se anulam.

Acredito inclusive que boa parte do sucesso do Youtube (ao menos aqui no Brasil) se deva ao fato de sermos um povo tão viciado em assistir TV. O Youtube nos deu a possibilidade não só de assisitir como também de produzir conteúdo. E ainda assim, boa parte do material mais visto do site são vídeos de programas e erros de gravação da TV.

Programas de Televisão também têm se aproveitado bem do popularização dos videos online, reproduzindo os virais mais comentados e estimulando a participação do telespectador através de vídeos.

Porém, imagino o que aconteceria quando TV e Youtube resolvessem transmitir simultaneamente o mesmo conteúdo. Neste caso, acho que outros fatores como qualidade de som e imagem, velocidade da conexão e comodidade passariam a ser decisivos.

Digo isso por ter lido que, depois da transmissão da beatificação de João Paulo II, de shows de música sertaneja e do carnaval de Salvador, o Youtube terá um canal exclusivo para a exibição dos jogos da Copa América de futebol. Porém, os jogos da seleção brasileira não serão transmitidos aqui, por questões de exclusividade de transmissão das imagens.

Sinceramente não sei como seria caso o Youtube transmitisse uma final de Copa Brasil x Argentina, mas ainda assim não consigo enxergá-lo como concorrente, mas como um forte aliado. Quem sabe não é a hora de sincronizar a programação da TV com a do Youtube, aumentando o alcance e vendendo pacotes de patrocínio com maior interatividade? Neste caso, as três partes interessadas – TV, Internet e Consumidor – só têm a ganhar.

Ao menos é o que eu acho…


NIKE JAM SESSIONS
Rodolfo Laranjeira
15 de junho de 2011

Pude presenciar bela ação de marca que a NIKE executou no último sábado, 11/6/11, no arpoador. O NIKE JAM SESSIONS.

A ação teve por objetivo divulgar a nova promoção da marca para os esportes radicais surf, skate e bmx, dando sequência a uma série de ações de aproximação para seduzir seu público na cidade do Rio de Janeiro.

A NIKE conseguiu uma bela justificativa para promover o evento num dos cartões portais do Rio realizando em parceria com a secretaria de turismo da cidade, a reforma dos refletores do arpoador, que são um símbolo histórico do local, dando alegria aos que curtem surfar ou simplesmente pegar uma praia à noite.

O evento celebrou a inauguração dos novos refletores e contou com rampas de skate, um belo palco com dj e artistas da música brasileira, cobertura exclusiva da ESPN e transmissão via web. Em termos de produção, posso dizer que foi um dos melhores eventos que presenciei nos últimos tempos.  Tudo muito bem feito, organizado, limpo e sem exageros comerciais. Muitas câmeras, um belo telão de led no fundo do palco transmitindo em tempo real a ação dos surfistas da NIKE dentro d’água e nas rampas de skate.

A NIKE fundiu de vez sua marca no palco do surfe brasileiro, inserindo a logo no poste do refletor e deixando de quebra um legado pra cidade. A rampa de skate também foi um presente pra cidade e ficará em Madureira, embaixo do famoso viaduto.

A NIKE realizou ação parecida no último verão, quando montou a Casa NIKE 6.0 perto do Pepê na praia da Barra, oferecendo rampas de skate, exposições, música, comportamento e entretenimento.

Desnecessário colocar que a cidade do Rio serve de cenário para esse tipo de ação favorecendo experiências entre marcas e público.

Não vejo ações desse tipo como simples ações promocionais soltas no ar, e sim como propaganda eficiente e parte de um planejamento meticuloso de uma marca que está buscando seu espaço no segmento de esportes radicais, onde já existem diversas marcas consolidadas e público fiel.

Se alguém passou por lá deixe sua opinião por aqui.

Se não passou, comente assim mesmo.

Abraços

Rodolfo Laranjeira

 


Uma nova ruptura
Gustavo Fontes
27 de maio de 2011

Em toda a sua história, o mercado publicitário sofreu rupturas no seu modelo de negócios e na qualificação dos profissionais provocado pelo avanço tecnológico. Foi assim com o jornal, com a televisão, com o celular…

A bola da vez é o Ipad. Os tablets representam o elo que faltava entre a web e o mobile. Todos querem ter o seu pelas inúmeras qualidades e funcionalidades do produto.

Assim como foi quando a televisão surgiu, imagino que quando o Ipad chegar às mãos de mais pessoas a ruptura vai ser tão intensa quanto antes.

E essa ipadmania vai refletir no nosso mercado. Já vemos alguns anunciantes migrando, engatinhando, para esta tela (mais naquele estilo “surgiu uma oportunidade aqui, vamos anunciar no Ipad?”). Os profissionais que trabalham com a área digital já são exigidos e cobrados sobre o tema. Ainda estamos (profissionais e usuários) em fase de adaptação, mas já podemos notar que a publicidade no Ipad é mais rica, interativa e proporciona muito mais engajamento do consumidor com a marca.

O potencial criativo e a capacidade de experiências nos tablets é gigantesco.

Uma pesquisa realizada pela MobClix (rede de anúncios móbile norte-americana) é um primeiro indício dessa mudança que teremos mais a frente. De acordo com a pesquisa, os usuários de Ipad são mais propensos a clicar nos banners enquanto estão jogando em seus aplicativos. O CTR foi, em média, 8 vezes maior do que em aparelhos Android e 3,5 vezes maior que no Iphone. Ou seja, realmente o tablet provoca uma maior interação dos usuários.

A mensagem mais importante que fica é: aproveitem a característica do meio e gerem experiências para seu público!

Abaixo tem dois vídeos que achei de publicidades voltadas pro Ipad e que interagem com o público. Os dois são simples e eficientes.

Imagem de Amostra do You Tube

Enfim, devemos nos aprofundar sobre esse tema, pesquisar e aprender, enquanto temos tempo… As pessoas estão nos mostrando que o Ipad, o 1, o 2, o 3…, veio para ficar.

Vamo que vamo!


Categoria
Digital - Mídia
O Futuro da Televisão
Gustavo Fontes
21 de maio de 2011

Uma discussão que permeia o mercado publicitário nos dias de hoje, diz respeito a nova forma de consumo dos meios.

Notamos uma queda das audiências dos meios tradicionais. Mais importante do que isso, os jovens hoje possuem uma linguagem de consumo da informação muito diferente.

A tradicional leitura perde cada vez mais espaço para uma linguagem do entretenimento.
Hoje, as inovações tecnológicas ditam o ritmo dessas mudanças e da própria comunicação.

Diante desse cenário, é normal imaginarmos que a inovação chegará nos meios tradicionais.

Outro dado importante para pensarmos é de que a tecnologia evolui de uma forma muito agressiva e sempre acima do linear que imaginamos.

Imaginando todo esse contexto e permitindo uma previsão futurística, o laboratório de pesquisas alemão syzygy fez um vídeo sobre como será a televisão no futuro, com total interação nas mídias sociais e controlada pelo Ipad ou Iphone.

Mais do que qualquer palavra, vale a pena ver o vídeo e pensarmos um pouco em qual ritmo a evolução tecnológica está e como isso afetará nossas vidas.

Vamo que vamo!


Categoria
Mídia
Marketing Classe C
Gabriel Cunha
20 de maio de 2011

A revista Istoe publicou semana passada o ranking atualizado das marcas mais fortes e mais valiosas. A marca mais forte de 2010 foi o McDonald’s. Até aí nenhuma novidade. Agora pare e pense: qual foi o esforço de marketing que levou a rede de fast food a alcançar essa inédita posição?


O McDonald’s apostou na Classe C, que representa quase a metade da nossa população, possui papel decisivo em nossas eleições e, agora, no nosso ranking de marcas. A promoção “Grandes prazeres, Pequenos Preços”, já utilizada anteriormente na Argentina em tempos de crise econômica desempenhou seu papel e colaborou para que os Arcos Dourados chegassem ao topo da lista.

Isso me faz lembrar daquela antiga rede social, que andou mudando a logo e o layout ultimamente, e que tem sido alvo de grande preconceito dentro e fora do meio publicitário… O Orkut.

Foi no Orkut que vi o único banner do McDonald’s do qual me recordo e foi no Orkut que a Casas Bahia lançou uma página especial com promoção do dia das Mães que já acumula aproximadamente 22 mil membros.

Isso também me faz lembrar os mais de 1.000 sites de compras coletivas existentes no Brasil que lotam as caixas de e-mails com ofertas diárias e a proliferação das lan houses e os planos de Internet pré paga lançados pelas empresas de telefonia. E os planos de incentivo à compra da casa própria.

As apostas na Classe C estão cada vez mais se justificando e os produtos específicos para esse consumidor vão tomando espaço nas estratégias de marketing e na prateleira de supermercados. As marcas que souberem oferecer valor para esse público certamente vão encabeçar o ranking do ano que vem! Fica a dica!