Arquivo da Categoria ‘Mídia’


Categoria
Mídia
Marketing Classe C
Gabriel Cunha
20 de maio de 2011

A revista Istoe publicou semana passada o ranking atualizado das marcas mais fortes e mais valiosas. A marca mais forte de 2010 foi o McDonald’s. Até aí nenhuma novidade. Agora pare e pense: qual foi o esforço de marketing que levou a rede de fast food a alcançar essa inédita posição?


O McDonald’s apostou na Classe C, que representa quase a metade da nossa população, possui papel decisivo em nossas eleições e, agora, no nosso ranking de marcas. A promoção “Grandes prazeres, Pequenos Preços”, já utilizada anteriormente na Argentina em tempos de crise econômica desempenhou seu papel e colaborou para que os Arcos Dourados chegassem ao topo da lista.

Isso me faz lembrar daquela antiga rede social, que andou mudando a logo e o layout ultimamente, e que tem sido alvo de grande preconceito dentro e fora do meio publicitário… O Orkut.

Foi no Orkut que vi o único banner do McDonald’s do qual me recordo e foi no Orkut que a Casas Bahia lançou uma página especial com promoção do dia das Mães que já acumula aproximadamente 22 mil membros.

Isso também me faz lembrar os mais de 1.000 sites de compras coletivas existentes no Brasil que lotam as caixas de e-mails com ofertas diárias e a proliferação das lan houses e os planos de Internet pré paga lançados pelas empresas de telefonia. E os planos de incentivo à compra da casa própria.

As apostas na Classe C estão cada vez mais se justificando e os produtos específicos para esse consumidor vão tomando espaço nas estratégias de marketing e na prateleira de supermercados. As marcas que souberem oferecer valor para esse público certamente vão encabeçar o ranking do ano que vem! Fica a dica!


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Digital - Mídia
Anestesia digital
Rodolfo Laranjeira
29 de abril de 2011

“Talvez alguns usuários de iPhone tenham se surpreendido, na semana passada, quando descobriram que o telefone registra dados sobre a localização de seu dono a cada minuto. E que envia tudo para a Apple.”

Com esse registro, o editor de plataformas digitais do Globo, Pedro Doria, inicia um filosófico texto na sua coluna Digital & Mídia da última terça feira no caderno de economia do Globo papel, sobre vulnerabilidade e paranoia na era digital.

Pedro não diz nenhuma novidade, mas faz uma análise extremamente rica sobre o poder atual dos grandes grupos digitais em nossas vidas “particulares”, como Google e Apple, por exemplo. Pontua muito bem quando diz que o grande aliado desses grupos é a ‘atmosfera anestésica’ em que se encontra a maioria dos consumidores digitais.

Para teóricos de comunicação e profissionais de propaganda que vivem de estudar o comportamento de consumo tentando descobrir como chegar até o próximo alvo, vale a reflexão macro do quanto todo esse poder de penetração na vida dos consumidores é rico e valioso.

Abaixo link com o texto do Pedro no Blog do Ricardo Noblat, para quem já embrulhou o peixe com o jornal.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/04/26/escolhemos-fim-da-privacidade-376666.asp

Na mesma página do caderno de economia, logo abaixo da coluna do Pedro, Steve Jobs diz o seguinte: “Não rastreamos ninguém”. Ok, ok.

Grande abraço

Rodolfo Laranjeira


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Mídia
Audiência do BBB 11 é a pior da história
Rodolfo Laranjeira
21 de fevereiro de 2011



Será mesmo?

Independente da qualidade do programa, do papel que desempenha, e essas coisas mais, a questão aqui é pura e simplesmente em relação a análise da audiência –  quando será que este termo vai caducar hein? Alguém se arrisca?

Parece que a audiência do BBB vem diminuindo ao longo dos anos e este que está no ar obteve os piores números desde 2002, segundo informações da colunista Keila Jimenez da Folha de S. Paulo, resumida no post do AdNews. As causas desse resultado podem ser inúmeras, passando pela empatia do público com o grupo de candidatos selecionados, até pela questão do comportamento de consumo da sociedade hoje.

Tempos atrás, a análise de um resultado negativo como este era de certa forma mais simples e objetiva, pois se a audiência do principal meio de comunicação, aquele que possui o maior poder de alcance, estava em declínio, era um péssimo sinal.

Hoje, não é bem assim. Programas como o BBB, que geram conteúdo suficiente para alimentar um portal com notícias renovadas a cada minuto e que se propõe dinâmico e funcional tanto no meio tv quanto no ambiente on line, precisam ter sua audiência aferida em todas as plataformas que recebem este conteúdo.

Sendo assim, eu acho que haveria uma correção a ser feita no título da matéria, ficando assim: Audiência do BBB 11, no meio TV, é a pior da história

Alguns podem associar automaticamente o termo audiência ao meio tv e, ao lerem uma manchete como a da matéria em questão ,concluir que o programa vai de mal a pior. Não sei se vai realmente, pois não tenho o desempenho de visitantes (audiência) do site do programa e muito menos  os views no You Tube, tenho apenas a percepção de que só se fala nisso.

Neste caso específico então, o que está em jogo não é somente a eficiência do programa mas também do meio tv, concordam?

abs

Rodolfo Laranjeira


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Mídia - Planejamento - Pulso
Não é uma Brastemp, é uma puta falta de sacanagem!
David Coelho
10 de fevereiro de 2011

No final de janeiro, mais precisamente no dia 28/01, um video viralizou pela Internet com o caso do Sr. Oswaldo Borrelli, que comprou uma geladeira e com pouco tempo de uso apresentou um defeito.

Imagem de Amostra do You Tube

Após mais de três meses tentando uma solução com a assistência técnica, Sr. Oswaldo se cansou e resolveu recorrer às redes sociais. Criou uma conta no YouTube, fez upload de um único vídeo e, no dia seguinte, criou uma conta no Twitter e postou um link para seu vídeo. Resultado: o que não conseguiu em três meses foi solucionado em três dias. Geladeira nova entregue, 3 mil seguidores no Twitter e um #epicwin para o Sr. Oswaldo. \o/

A repercussão foi tanta que a Brastemp chegou ao TT mundial, ocupando a 4ª posição. Além disso, o caso foi citado na Folha de São Paulo, Jornal da Band e diversos sites pela Internet, como Exame, UOL e Branistorm #9. Planos de mídia com milhões de verba não conseguem atingir tal repercussão.

E não é só isso! Quem se aproveitou da oportunidade foi a concorrência, que tratou logo de colocar uma comunicação ao lado do vídeo do Sr. Oswaldo, que já tem mais de 400 mil visualizações (quero saber o resultado desse banner). A Consul agradece a oportunidade, Sra. Brastemp.

Alô, Brastemp! Se lembra de onde veio seu slogan, que já te fez vender milhões de produtos? Do seu consumidor. Do mesmo consumidor que vocês podem estar frustrando, como o Sr. Oswaldo.

O prejuízo pelo maltrato de um único consumidor pode ter rendido um belo prejuízo, que muitas geladeiras precisarão ser vendidas para cobrir.

Situações como essa me fazem pensar que as empresas se esforçam para perder um cliente. É tão simples entender como satisfazer um consumidor. É isso que o marketing deveria fazer todos os dias, certo? O esforço para reconquistar um cliente frustrado é muito maior do que o esforço para solucionar um simples problema. Conta fácil.


Engajamento pra Cego Ver
Leonardo Brossa
29 de novembro de 2010

Voltando do GP 2010 (evento do Grupo de Planejamento) hoje pude refletir sobre algumas coisas bacanas que ouvi por lá. Uma delas foi como o Neil Arthur, head de Planejamento da W+K, mostrou que a comunicação pode ser estendida caso haja uma oportunidade e sua equipe tenha o insight certo, como eles mostraram no case Old Spice.

Nesse ponto, acho que os meios digitais ajudam muito a prolongar nossa mensagem e manter a discussão quente. Mas será que podemos dizer que a Old Spice hoje é uma marca que engaja seus consumidores? Segundo os especialistas de plantão, agora basta ter uma porrada de LIKES no FB e uma dúzia de RTs, estimulados, no Twitter e pronto, sua marca é engajadora.

Na minha humilde opinião, eu diria que não, embora o caminho esteja bem sedimentado. O buraco ainda é mais embaixo. Quantos LIKES você já deu e não se lembra? Quantos LIKES você já deu só pra ter acesso ao conteúdo “fechado”? O que o LIKE é então? Merda? Claro que não, mas é mais uma boa métrica para ser trabalhada. O mesmo com os RTs e com os seus seguidores. São novas métricas.

Engajar, segundo o Aurélio, é “fazer participar, tomar posição, alistar-se”. Estamos falando de um envolvimento ideológico com determinada causa ou coisa. Por isso, o potencial de engajamento que uma marca pode alcançar é construído no longo prazo. Um conjunto de contatos e propósitos que o consumidor vai comprando até o dia que você pede pro cara sair de casa e ir pra rua cantar com você. Até o dia que a pessoa está tão envolvida com sua proposta de valor que ela te defende na mesa de bar. Até o dia que ela te acompanha, te escuta, te admira e até dá sharing nas suas mensagens e participa das suas ações. Nesse caso, sei que a W+K já está preparando novas ações que vão continuar fortalecendo a marca Old Spice e aproximando-a cada vez mais das pessoas. Pra eles, Strategy = message + behavior.

Uma outra grande sacada no evento de hoje veio da Carla Sá, diretora fodona de planejamento da NBS. Ela disse que o consumidor não está interessado nas marcas, mas sim nos produtos e serviços que elas têm e que melhoram a sua vida. Os xiitas (ou seriam chatos?) vão discordar por que lêem sem interpretar e vão falar de um monte de marcas desejadas. Mas a questão é que as marcas passam a ser desejadas quanto seus produtos e serviços mudam a vida das pessoas. Está aí o segredo do engajamento, na minha opinião. Qual a proposta de marca do seu cliente e com quem ela conversa intimamente?

Bom, já me perdi, né? Mas resumindo. Vamos parar com essa história de Like e RT porque isso já está velho e chato. Engajamento não é matemática, não tem fórmula pra calcular. Vamos envolver esses caras com uma proposta real. Vamos pensar em planejar as marcas com ações que não precisem estar ligadas as datas de varejo, que é quando a verba aparece. Vamos fazer o que o Jaime Troiano propôs, encontrar o PROPÓSITO da marca e depois guiar nossas ações em torno desse tema.


Papo de primeira (na segunda):branding e design
Bruno Villas Boas
16 de agosto de 2010

Recentemente assisti a uma palestra do casal de designers Re-Yo (Rejane e Yomar) e, como bom “Pulser “, não podia deixar de compartilhar com vocês as opiniões, trabalhos e visões dessa dupla que espalha pelo mundo seu talento e criatividade.

A conversa de hoje será com a Rejane, que desde 2005 trabalha no Studio Dumbar e atualmente leciona na Joost Academia St (Holanda). Bom, chega de apresentações e vamos ao papo.

1 – Rejane, você está fora do Brasil há quanto tempo?
Estou na Holanda há 6 anos.

2 – Como foi parar aí?
Sempre tive a ideia de dar aula em design gráfico. Mas como o mestrado no Brasil ainda está muito atrelado à tese escrita e nada à prática do design, fui buscar um mestrado na Holanda (onde tem prática) e, assim, poder dar aula de volta no Brasil. Fiz um mestrado em design gráfico na universidade Post St Joost Breda Nederland e acabei realizando meu objetivo de dar aula em design gráfico na Holanda mesmo. Além disso, junto com o mestrado, comecei a trabalhar num escritório de design em Rotterdam, o Studio Dumbar, onde trabalho há 5 anos e meio.

3 – Trabalhar com profissionais de várias nacionalidades e culturas faz diferença na hora de criar?
Outros olhares e perspectivas sempre adicionam e é positivo, acredito que as referências e experiências de cada um se enriquecem com a troca entre culturas. Essa troca só é positiva se cada um não se achar superior à outra cultura, não se considerar o dono da verdade e permanecer aberto para entender o outro.

4 – O seu trabalho é reconhecido mundialmente, assim como o do Yomar, quais as razões para o sucesso na sua opinião?

Acho muito difícil essa pergunta e na verdade não há resposta, ou ao menos algo específico que possa pontuar o que nos levou a isso. Mas o que aprendi morando e tendo feito entrevistas tanto em NY quanto na Holanda, é que o reconhecimento do profissional e respeito são incríveis. Eu nunca fui tão bem recebida quanto na HBO em NY, por exemplo. Meu portfólio ficou trancado por lá e fui conhecer no dia seguinte a diretora da HBO, e consegui o emprego. O visual dela era imponente. A HBO em NY são dois prédio gigantes, mega corporação.

Na Holanda, com meu projeto de mestrado consegui entrevistas com pessoas do governo em várias cidades na Holanda. Só tive que mandar um e-mail explicando o projeto e porque eu queria uma entrevista, e elas me atenderam.

Acho que quero dizer que a distância entre você e o empregador e o cliente é menor e, portanto, a formalidade é menor e você como indivíduo pode se destacar. A preocupação é fazer um bom trabalho e não agradar o chefe para fazer um bom trabalho. A figura do “chefe ou cliente” é mais diluída. O que você tem a acrescentar na profissão é o que mais importa e não como se veste e quem conhece de “famoso”. Essa tem sido a minha experiência.

5- Estamos perto da nossa primeira Olimpíada e Copa do Mundo, qual o papel e importância do citybranding no posicionamento/reposicionamento para um país ou cidade?
A importância de uma “identidade de uma cidade”, nesse caso, vai ser para dar suporte paralelamente aos eventos principais como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, facilitando as pessoas que quiserem ter acesso a todas as informações necessárias sobre a cidade, referentes à sua necessidade, sem mostrar fotos de bunda, biquíni, mulher e futebol.

6 – Você pode citar alguns trabalhos de citybranding que já fez?
Delft – Holanda, Brasília 50 anos – Brasil, e Den Bosh – Holanda (não foi aplicada).

7 – Uma curiosidade, como costuma ser “brifada”?
Varia de cliente para cliente, mas o que percebo é que briefing é o mesmo do que o que dizemos quando nós mesmos tentamos nos descrever. Nunca sabemos realmente como nos descrever e basta alguém que nos conheça, com um olhar de fora, para nos descrever com mais clareza, objetividade e, às vezes, é até mais significativo. Acho que essa é a dinâmica entre cliente e designers. O briefing é apenas um pequeno começo para sabermos o que fazer e entender um pouco do contexto desse cliente, mas as respostas de como fazer não estão lá, nem perto disso.

Sem briefing ficamos perdidos, com muito briefing ficamos travados. O designer tem que saber dosar a informação do cliente e, se precisar de mais informações, fazer pesquisas ou até mesmo tirar conclusões próprias, editar e até reformular o briefing.

8 – Como funciona sua busca por insights e ideias?
Vou buscar nos registros e coletas das coisas que me chamam atenção no dia-a-dia e na troca com outros profissionais.

9 – Você tem alguma dica para quem pensa em sair do país?
Saiba que vai ter que descer para subir. Cada dia vai ter que provar porque está numa certa posição que conquistou. Não tem como transcrever uma realidade para a outra 1:1. Pelo menos essa tem sido a minha experiência.

10 – Qual a sua opinião sobre a Comunicação brasileira? O que traria da Europa para cá?
Traria o FAZER Design e menos as “técnicas de venda de UM design”.
A comunicação ainda é muito baseada em publicidade.O que mais se vê na rua é comunicação de empresas de telecomunicação, propaganda publicitária com uso de artistas como apelo visual.

11 – Quando você e o Yomar pensam em voltar para o Brasil?
Não sabemos quando ou se voltaremos. Os planos mudam sempre.


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Mídia - Pulso
Foursquare filantrópico
Bruno Altieri
19 de julho de 2010

O blog PSFK postou hoje sobre uma campanha outdoor com caráter filantrópico, veiculada em São Francisco (na Califórnia) e destinada a usuários do Foursquare. Para quem não sabe, o Foursquare é uma rede social, instalada em aparelhos celulares com GPS, pelo qual usuários tornam públicas suas localizações em um dado momento. É como um twitter, mas em vez de dizer “o que estou fazendo” eu digo “onde eu estou”. E cada vez que eu faço isso, eu digo que eu dei um “check-in” em determinado lugar.

Muito bem, este é um dos anúncios da campanha:

Veiculado pela ONG EarthJustice, ele diz que para cada usuário que der um check-in naquele determinado local, a ONG irá doar 10 dólares para uma causa. No caso, para a melhora da qualidade da água de Lake Tahoe, lagoa da região.

Segundo depoimento da ONG, eles fizeram isso para não deixar a publicidade vazia, e sim dar a ela a possibilidade de tornar o espectador mais ativo. Nada mais justo para uma associação filantrópica. Acontece que o número de usuários de Foursquare em comparação com a população é baixíssimo. Então por que fazer? Por que arriscar?

Se pararmos para pensar, esta ação é MUITO positiva. Por ser inovadora, pioneira, interativa e usar artifícios recém saídos do forno (como o Foursquare), está gerando buzz em nível mundial. E eu, que estou aqui embaixo no Brasil, estou agora sabendo que a água de Lake Tahoe precisa de atenção. Esse é o verdadeiro valor de uma ação de comunicação, seja barata ou cara. Com inovação, ganha-se o mundo.