Arquivo da Categoria ‘Planejamento’


Inovação no consumo do entretenimento
Vinicius Oberg Guedes
18 de setembro de 2011

Na onda do “Check-in” baixei um aplicativo sensacional. O nome do app é GetGlue e basicamente possui a mesma mecânica do FourSquare. É mais uma rede que se utiliza do Gamification, conceito que aplica a lógica dos games (pontos, competição e status) para o engajamento do público.


Nele você pode saber o que seus amigos estão assistindo, lendo ou até bebendo.  E claro, explorar cada uma dessas experiências. O GetGlue nada mais é do que uma grande rede social voltada para o consumo do entretenimento. Iniciativas como essa sinalizam como será esse consumo daqui pra frente, sempre provocando estímulos e valorizando a recomendação. Porém, como em todo conceito novo, também existem aqueles que são contra. Sugiro o artigo “Gamification é bullshit“, publicado no BrainStorm9.


Qual é o potencial do jovem brasileiro?
Vinicius Oberg Guedes
08 de agosto de 2011

Eles não participaram de nenhuma revolução armada e muito menos influenciaram nas decisões políticas da última década. Os jovens da Geração Y estão na moda e todos querem um pouquinho deles, que hoje interferem na lógica do consumo e lideram a maior e mais verdadeira revolução da história, a digital.


Dentre centenas de pesquisas disponíveis sobre os jovens, compartilho mais uma, talvez a mais recente e interessante publicada aqui no Brasil. A Box1824, realizadora, buscou um trabalho mais amplo, que fosse além da questão do consumo/mídia, compreendendo melhor o potencial desse jovem.

O resultado está disponível para download e você pode conferir tudo aqui!


NIKE JAM SESSIONS
Rodolfo Laranjeira
15 de junho de 2011

Pude presenciar bela ação de marca que a NIKE executou no último sábado, 11/6/11, no arpoador. O NIKE JAM SESSIONS.

A ação teve por objetivo divulgar a nova promoção da marca para os esportes radicais surf, skate e bmx, dando sequência a uma série de ações de aproximação para seduzir seu público na cidade do Rio de Janeiro.

A NIKE conseguiu uma bela justificativa para promover o evento num dos cartões portais do Rio realizando em parceria com a secretaria de turismo da cidade, a reforma dos refletores do arpoador, que são um símbolo histórico do local, dando alegria aos que curtem surfar ou simplesmente pegar uma praia à noite.

O evento celebrou a inauguração dos novos refletores e contou com rampas de skate, um belo palco com dj e artistas da música brasileira, cobertura exclusiva da ESPN e transmissão via web. Em termos de produção, posso dizer que foi um dos melhores eventos que presenciei nos últimos tempos.  Tudo muito bem feito, organizado, limpo e sem exageros comerciais. Muitas câmeras, um belo telão de led no fundo do palco transmitindo em tempo real a ação dos surfistas da NIKE dentro d’água e nas rampas de skate.

A NIKE fundiu de vez sua marca no palco do surfe brasileiro, inserindo a logo no poste do refletor e deixando de quebra um legado pra cidade. A rampa de skate também foi um presente pra cidade e ficará em Madureira, embaixo do famoso viaduto.

A NIKE realizou ação parecida no último verão, quando montou a Casa NIKE 6.0 perto do Pepê na praia da Barra, oferecendo rampas de skate, exposições, música, comportamento e entretenimento.

Desnecessário colocar que a cidade do Rio serve de cenário para esse tipo de ação favorecendo experiências entre marcas e público.

Não vejo ações desse tipo como simples ações promocionais soltas no ar, e sim como propaganda eficiente e parte de um planejamento meticuloso de uma marca que está buscando seu espaço no segmento de esportes radicais, onde já existem diversas marcas consolidadas e público fiel.

Se alguém passou por lá deixe sua opinião por aqui.

Se não passou, comente assim mesmo.

Abraços

Rodolfo Laranjeira

 


Uma nova ruptura
Gustavo Fontes
27 de maio de 2011

Em toda a sua história, o mercado publicitário sofreu rupturas no seu modelo de negócios e na qualificação dos profissionais provocado pelo avanço tecnológico. Foi assim com o jornal, com a televisão, com o celular…

A bola da vez é o Ipad. Os tablets representam o elo que faltava entre a web e o mobile. Todos querem ter o seu pelas inúmeras qualidades e funcionalidades do produto.

Assim como foi quando a televisão surgiu, imagino que quando o Ipad chegar às mãos de mais pessoas a ruptura vai ser tão intensa quanto antes.

E essa ipadmania vai refletir no nosso mercado. Já vemos alguns anunciantes migrando, engatinhando, para esta tela (mais naquele estilo “surgiu uma oportunidade aqui, vamos anunciar no Ipad?”). Os profissionais que trabalham com a área digital já são exigidos e cobrados sobre o tema. Ainda estamos (profissionais e usuários) em fase de adaptação, mas já podemos notar que a publicidade no Ipad é mais rica, interativa e proporciona muito mais engajamento do consumidor com a marca.

O potencial criativo e a capacidade de experiências nos tablets é gigantesco.

Uma pesquisa realizada pela MobClix (rede de anúncios móbile norte-americana) é um primeiro indício dessa mudança que teremos mais a frente. De acordo com a pesquisa, os usuários de Ipad são mais propensos a clicar nos banners enquanto estão jogando em seus aplicativos. O CTR foi, em média, 8 vezes maior do que em aparelhos Android e 3,5 vezes maior que no Iphone. Ou seja, realmente o tablet provoca uma maior interação dos usuários.

A mensagem mais importante que fica é: aproveitem a característica do meio e gerem experiências para seu público!

Abaixo tem dois vídeos que achei de publicidades voltadas pro Ipad e que interagem com o público. Os dois são simples e eficientes.

Imagem de Amostra do You Tube

Enfim, devemos nos aprofundar sobre esse tema, pesquisar e aprender, enquanto temos tempo… As pessoas estão nos mostrando que o Ipad, o 1, o 2, o 3…, veio para ficar.

Vamo que vamo!


Categoria
Mídia - Planejamento - Pulso
Não é uma Brastemp, é uma puta falta de sacanagem!
David Coelho
10 de fevereiro de 2011

No final de janeiro, mais precisamente no dia 28/01, um video viralizou pela Internet com o caso do Sr. Oswaldo Borrelli, que comprou uma geladeira e com pouco tempo de uso apresentou um defeito.

Imagem de Amostra do You Tube

Após mais de três meses tentando uma solução com a assistência técnica, Sr. Oswaldo se cansou e resolveu recorrer às redes sociais. Criou uma conta no YouTube, fez upload de um único vídeo e, no dia seguinte, criou uma conta no Twitter e postou um link para seu vídeo. Resultado: o que não conseguiu em três meses foi solucionado em três dias. Geladeira nova entregue, 3 mil seguidores no Twitter e um #epicwin para o Sr. Oswaldo. \o/

A repercussão foi tanta que a Brastemp chegou ao TT mundial, ocupando a 4ª posição. Além disso, o caso foi citado na Folha de São Paulo, Jornal da Band e diversos sites pela Internet, como Exame, UOL e Branistorm #9. Planos de mídia com milhões de verba não conseguem atingir tal repercussão.

E não é só isso! Quem se aproveitou da oportunidade foi a concorrência, que tratou logo de colocar uma comunicação ao lado do vídeo do Sr. Oswaldo, que já tem mais de 400 mil visualizações (quero saber o resultado desse banner). A Consul agradece a oportunidade, Sra. Brastemp.

Alô, Brastemp! Se lembra de onde veio seu slogan, que já te fez vender milhões de produtos? Do seu consumidor. Do mesmo consumidor que vocês podem estar frustrando, como o Sr. Oswaldo.

O prejuízo pelo maltrato de um único consumidor pode ter rendido um belo prejuízo, que muitas geladeiras precisarão ser vendidas para cobrir.

Situações como essa me fazem pensar que as empresas se esforçam para perder um cliente. É tão simples entender como satisfazer um consumidor. É isso que o marketing deveria fazer todos os dias, certo? O esforço para reconquistar um cliente frustrado é muito maior do que o esforço para solucionar um simples problema. Conta fácil.


Engajamento pra Cego Ver
Leonardo Brossa
29 de novembro de 2010

Voltando do GP 2010 (evento do Grupo de Planejamento) hoje pude refletir sobre algumas coisas bacanas que ouvi por lá. Uma delas foi como o Neil Arthur, head de Planejamento da W+K, mostrou que a comunicação pode ser estendida caso haja uma oportunidade e sua equipe tenha o insight certo, como eles mostraram no case Old Spice.

Nesse ponto, acho que os meios digitais ajudam muito a prolongar nossa mensagem e manter a discussão quente. Mas será que podemos dizer que a Old Spice hoje é uma marca que engaja seus consumidores? Segundo os especialistas de plantão, agora basta ter uma porrada de LIKES no FB e uma dúzia de RTs, estimulados, no Twitter e pronto, sua marca é engajadora.

Na minha humilde opinião, eu diria que não, embora o caminho esteja bem sedimentado. O buraco ainda é mais embaixo. Quantos LIKES você já deu e não se lembra? Quantos LIKES você já deu só pra ter acesso ao conteúdo “fechado”? O que o LIKE é então? Merda? Claro que não, mas é mais uma boa métrica para ser trabalhada. O mesmo com os RTs e com os seus seguidores. São novas métricas.

Engajar, segundo o Aurélio, é “fazer participar, tomar posição, alistar-se”. Estamos falando de um envolvimento ideológico com determinada causa ou coisa. Por isso, o potencial de engajamento que uma marca pode alcançar é construído no longo prazo. Um conjunto de contatos e propósitos que o consumidor vai comprando até o dia que você pede pro cara sair de casa e ir pra rua cantar com você. Até o dia que a pessoa está tão envolvida com sua proposta de valor que ela te defende na mesa de bar. Até o dia que ela te acompanha, te escuta, te admira e até dá sharing nas suas mensagens e participa das suas ações. Nesse caso, sei que a W+K já está preparando novas ações que vão continuar fortalecendo a marca Old Spice e aproximando-a cada vez mais das pessoas. Pra eles, Strategy = message + behavior.

Uma outra grande sacada no evento de hoje veio da Carla Sá, diretora fodona de planejamento da NBS. Ela disse que o consumidor não está interessado nas marcas, mas sim nos produtos e serviços que elas têm e que melhoram a sua vida. Os xiitas (ou seriam chatos?) vão discordar por que lêem sem interpretar e vão falar de um monte de marcas desejadas. Mas a questão é que as marcas passam a ser desejadas quanto seus produtos e serviços mudam a vida das pessoas. Está aí o segredo do engajamento, na minha opinião. Qual a proposta de marca do seu cliente e com quem ela conversa intimamente?

Bom, já me perdi, né? Mas resumindo. Vamos parar com essa história de Like e RT porque isso já está velho e chato. Engajamento não é matemática, não tem fórmula pra calcular. Vamos envolver esses caras com uma proposta real. Vamos pensar em planejar as marcas com ações que não precisem estar ligadas as datas de varejo, que é quando a verba aparece. Vamos fazer o que o Jaime Troiano propôs, encontrar o PROPÓSITO da marca e depois guiar nossas ações em torno desse tema.


Categoria
Digital - Planejamento - Pulso
Sou Barato e sou Limpinho
Leonardo Brossa
27 de outubro de 2010

Esse mês, aqui no Rio, o trânsito da cidade foi acometido por engarrafamentos em pontos específicos, deixando os motoristas e os pedestres desavisados com uma pulga atrás da orelha. Na Barra, muita gente não entendeu como a Ayrton Senna estava parada perto das 10h.

A explicação era simples: Supermercados Guanabara. É isso mesmo, outubro é o mês de aniversário da rede popular fluminense. Além disso, eles inauguraram um novo e suntuoso ponto na Barra da Tijuca.

Novo Guanabara na Barra

Óbvio que há um grande esforço de comunicação por parte deles que atinge seu target na testa, mas me impressiona como um mercado popular ampliou seu público e hoje atinge a classe AB facilmente. Na fila de carros da Barra era fácil encontrar desde o bom carro popular até os enormes importados típicos da região.

Aqui na agência e na minha casa vivo cercado por mulheres, vi como todas comentavam sobre as ofertas incríveis da rede e da experiência de compra agradável. “é super limpo”, “os corredores são amplos”, “mix de produtos excelente” e por aí vai.

Da minha parte, considero, junto com o Prezunic, o melhor lugar para comprar carne pra churrasco, pois o setor tem um “consultor” que te ajuda a não errar a mão.

Nos tempos de engajamento pra cá, botão like pra lá, retuíta aí Tio, co-criação e outras coisas mudernas, a única certeza que tenho é que nada supera uma experiência positiva de compra. Seja porque o lugar é legal ou porque o preço é imbatível. Isso sim fideliza e constrói percepção de marca. Eu mesmo bebo no mesmo bar há 20 anos – chope gelado e atendimento imbatível.

Agora, essa história que no “Supermercado Guanabara ninguém fica parado” é caô. Conta outra…

Imagem de Amostra do You Tube