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Afinal, para que serve a mobilização?
Bruno Brum
20 de outubro de 2011

Para estrear no blog, nada melhor do que um tema contemporâneo e provocativo. Após ser convidado pela querida Fátima Rendeiro, fiquei pensando em um assunto interessante durante duas semanas. E no meio de tantos avatares de crianças e desenhos, resolvi falar de mobilização. E afinal, o que é e para o que serve a tal mobilização?

Segundo as definições da famosa Wikipédia, mobilização é o ato de ajuntar e fazer tanto tropas como provisões prontas para a guerra. A palavra “mobilização” foi usada a primeira vez, em um contexto militar, para descrever a preparação do exército prussiano durante os anos de 1850 e 1860.

Depois de ler bastante sobre a origem da palavra e as suas intenções, fui refletir sobre o real objetivo e desdobramentos da mobilização.  E afinal, para o que ela serve?

Para mobilização ter fundamento é necessário transformar. A mobilização sem o poder de transformar não tem final, perde a razão. Mobilizar por mobilizar é vazio. Seja a transformação de um comportamento, a transformação de um ambiente ou de uma causa. É necessário transformar.

E quando levamos isso para essa história da troca de avatares por desenho que tomou as nossas redes sociais, chego a uma conclusão: Temos um belo motivo para nos mobilizarmos. A luta contra a violência infantil é mais do que justa. Mas nos movermos de verdade. Chega de mobilizações pela internet que não nos levam a lugar nenhum e que no final não geram transformação nenhuma.

Enquanto na Estônia as pessoas se mobilizam via internet e limpam o país todo em um dia Imagem de Amostra do You Tube, no Egito derrubam um presidente, os Brasileiros fazem “pseudo-revoluções” com avatares de desenhos e colocam hashtags nos trending topics do twitter.

Chega de revoluções feitas na frente das telas do computador e que serão esquecidas em menos de um mês.

MOVE ON GUYS!


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O Marketing dos Beatles
Gustavo Fontes
12 de setembro de 2011

A página oficial da banda no Facebook tem mais de 21 milhões de pessoas.
No Orkut, as inúmeras comunidades possuem mais de 300mil membros apenas no Brasil.
Por último, no YouTube são milhares de vídeos com músicas da banda, muitos com mais de 100 milhões de views.

Mostrar em números a força da maior banda da história da música é desnecessário. O espaço que eles conquistaram transcende explicações lógicas e matemáticas.
E aqui que entra a grande lição da banda para nós comunicadores.

Num mercado cada vez mais acirrado, inúmeras opções e clientes com cada vez mais informações, faça como os Beatles, tenha fãs que sua marca será imortal.

Esta frase poderia muito bem estar em qualquer para-choque de caminhão, mas é a mais pura verdade.

Vamos lá!

A banda encerrou suas atividades em 1970.
O Orkut iniciou suas atividades em 2004.
O YouTube começou em 2005.
E o Facebook em 2006.

E o que falar dessa criançada cantando a música deles?

Imagem de Amostra do You Tube

A mensagem é bem clara e simples, busque criar fãs que sua marca e/ou produto se tornará perene.

Lógico que esse caminho não é facil, assim como a carreira dos Beatles, mas a recompensa pode ser tão impactante quanto o legado que eles deixaram.


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Começou o jogo!
David Coelho
15 de agosto de 2011

Os tão famosos social games, febre no Facebook e Orkut, chegaram ao Google+.

O Google disponibilizou 16 jogos na nova rede social, entre eles Angry Birds, Bejeweled e Zynga Poker. Alguns deles já são clássicos entre os social games e outros do mundo mobile.

Até aí nada de novidade, tendo em vista que os social games já atraem milhões de pessoas para as redes sociais já existentes. Vamos avaliar o impacto disso daqui algum tempo tendo em mente o gráfico abaixo.

Ter esses games no acervo do Google+ pode ajudar ainda mais nesse crescimento que eles tiveram em tão pouco tempo. Ainda mais com games que já são viciantes no mobile, através do Android, que já faz parte do guarda-chuva Google. O acordo do Google com empresas como a Zynga, já podem vir com o pacote Android/Chrome/Google+.

AH NÃO! SPAM DE GAMES NO GOOGLE+ TAMBÉM???

Quem é usuário do Facebook já deve ter recebido infinitos pedidos de adoção de uma vaca solitária ou de um pato sem memória. Enviar moedas verdes que é bom nada, né? (não entendeu? clique aqui)

Não se preocupem, o “Seu Google” foi camarada e implementou um botão que ativa e desativa a opção Games. Desativando essa opção, você não recebe as solicitações de Games de seus amigos. Ponto para o Google.

 

 

Optando por jogar, você pode comparar sua pontuação com a de seus amigos, assim como os outros social games. Algo que torna a disputa bem mais atrativa.

Eu ainda não consegui bater meu camarada Mark. E olha que ele ainda está jogando fora de casa.

 

 

 Colaborou para este post: Brenda Carolina (@becarol)


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Doe Tempo
Leonardo Brossa
11 de julho de 2011

Doe TempoHá duas semanas atrás tive a oportunidade de bater um papo com o pessoal que está organizando o TedXYouth Sudeste, que tem tudo pra ser um dos eventos mais bacanas do ano. Mas isso vai ser outro papo.

Uma das coisas mais legais nesse tipo de encontro é conhecer gente diferente do nosso meio e sair um pouco do nosso mundinho, seja ele publicitário, artístico, cinematográfico, administrativo ou qualquer outro. Porque não tem jeito, a gente sempre acaba se isolando mesmo, é natural.

Tinha uma coisa em comum entre todas as pessoas que estavam nesse dia que me chamou a atenção. Todos nós estávamos doando um pouco do nosso tempo para fazer algo que realmente acreditamos. E doar tempo hoje em dia é complicado, temos uma rotina pesada no trabalho, precisamos chegar em casa pra liberar as babás ou simplesmente encontrar as pessoas que escolhemos, além de ler e ir a eventos para nos atualizarmos. Porrada!

Nesse panorama, a expressão “share of time” faz cada vez mais sentido nos dias de hoje. Como você divide seu tempo é cada vez mais o “pulo do gato” pra se encontrar um equilíbrio bacana. (tô ficando com medo que esse texto pareça auto-ajuda, mas vamos lá…)

Pra mim, que de 3 em 3 meses repenso minha existência e contesto minhas decisões, participar de iniciativas como essa me revigoram e me ajudam a saber que tenho mais a oferecer do que fazer belos planejamentos e reuniões para meus clientes. Quando saí do encontro pra encontrar minha ninhada e minha esposa eu estava feliz demais. Claro que o chope no Bar Lagoa ajudou.

(agora tá parecendo diário de adolescente, mas vou continuar…)

O ponto que quero chegar é que nós somos cobrados e nos cobramos muito diariamente, muitas vezes nos afastando ou nem chegando a descobrir coisas que realmente são importantes para nós. Minha provocação é que a gente pode e merece doar nosso tempo para fazer coisas diferentes, novas na nossa rotina. Mas pra isso, precisamos exercitar nossa humildade. Pois precisamos dela pra saber que nossa ausência uma tarde, uma manhã, um dia, umas horas ou qualquer tempo que você possa dedicar, não vão ter efeitos catastróficos.

Sair uma manhã pra conhecer um projeto como o Hub Escola e ver se pode se tornar colaborador não vai fazer a sua empresa quebrar. Chegar mais tarde em casa porque você se dedicou a encontrar pessoas diferentes pra fazer algo completamente novo, não vai abalar seu casamento e seus filhos não vão te amar menos por isso.

Por isso, fecho esse testamento pedindo que você exercite a doação do seu tempo. Doe tempo, seja ele pra uma causa, pra um projeto não profissional, pra uma instituição de caridade, pra bater papo com um idoso, pra brincar com uma criança, pra fazer qualquer coisa, contando que seja nova. Até porque, tem muita gente precisando da sua ajuda, inclusive você.

Exercitando a Doação:

- Voluntários

- Rio Voluntário

- Doe Palavras

- Doe sua página 404 pra AACD

- Hub Escola

- Guerreiros sem Armas


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On e Off, quem disse que mídia é botão de power?
Thiago Rodrigues
08 de julho de 2011

Eu adoro a mania que todo mundo tem de classificar tudo. Quando a mídia online chegou no mercado, com todas as suas métricas, formatos e formas de venda diferentes, fez com que alguns profissionais não olhassem com bons olhos, esse “novo mundo”. De olho nessa oportunidade e na resistência ao novo, surgiram as agências especializadas e profissionais dedicados ao “online”, deixando os profissionais mais antigos confinados ao offline.

Até aí nada de novo, mas não seria essa divisão extremamente prejudicial ao mercado e ao processo publicitário?  “Vamos partir do princípio que no fim do dia tudo é mídia, seja o banner no portal X ou o spot de 30” no canal Y. Todos estão comunicando algo e todos têm seu papel no plano de mídia. Inclusive, tirando alguns nomes, os objetivos são os mesmos, cobertura, frequência…

A principal diferença entre as duas “disciplinas” é a capacidade de mensuração e controle das campanhas. Uma campanha digital não te dá números aproximados ou projeções sobre pesquisas, te dá o número real, enquanto dados de mídias “off-line”(chamemos assim por falta de nome melhor) ainda são baseados em pesquisas amostrais e/ou dados de recall.

Ok, reconheço que as diferenças na forma de compra e a maneira como são apresentados os dados fazem com que necessitemos de profissionais dedicados a On e Off, mas isso não pode servir de desculpa para o desconhecimento de um e de outro. Por exemplo, um bom planejador de mídia tem que conhecer muito bem seu cliente e seus objetivos, para escolher onde anunciar. Às vezes uma fanpage no facebook pode ser mais relevante que uma campanha em TV a cabo, ou vice-versa.

Por isso, acredito que a divisão entre agencias que só fazem On ou Off tem prazo de validade, ela foi útil em um momento que o meio precisava de maturidade e de pessoas que o ajudassem a se desenvolver, agora é a hora de integrar as mídias online ao portfólio regular de todas as agências e ao dia a dia do planejamento de mídia.

Mas antes que comecem a me jogar pedras e criticar, reconheço o papel das agências digitais, existem clientes que precisam dessa atenção especial. O que não deve acontecer, é pensar em separação estratégica de on e off. Vamos pensar em nosso dia a dia. Qual a diferença entre ver o mesmo comercial de 30” no youtube ou no intervalo do Fantástico? Ou melhor, qual a diferença entre passarmos na frente de um vitrine e comprar um tênis, para ver um banner de uma loja de calçados e clicar em comprar no mesmo modelo de tênis?

Lembrando David Ogilvy, boa campanha publicitária é aquela que faz a caixa registradora do cliente tilintar, não importa de onde ela veio e quanto custou, os resultados vão vir das mídias certas sejam elas quais forem e cabe a nós, profissionais de comunicação, conhece-las muito bem para utiliza-las da melhor forma.


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Acabou a imaginação?
Bruno Altieri
07 de junho de 2011

Saiu no Blue Bus:

“Transmitindo uma média de 7 horas por dia de reprises, o SBT colhe resultados positivos. Na 2a, a sua maior audiência foi a série ‘Um Maluco no Pedaço’, de 1990, com média de 9 pontos – 3 vezes mais que o inédito ‘Topa ou Nao Topa’, de Roberto Justus, que marcou 3 pontos. Já as reprises das novelas ‘Cristal’ e ‘Maria do Bairro’ marcaram 6 pontos, enquanto a nova produçao ‘Amor & Revoluçao’, registrou 4,3 pontos”

Enquanto isso, o canal Viva, sustentado exclusivamente por reprises, é um dos canais que mais cresce no mercado por assinatura.

Acabou a imaginação ou o povo de repente ficou mais saudosista? Será que os programas de hoje não são tão bons quanto as histórias de antigamente? Ou é mais fácil replicar um conteúdo já consolidado?

O mesmo fenômeno acontece nos cinemas, cada vez mais difícil de se ver um bom roteiro original. As grandes produções são continuações, 2, 3, 4, 5… ou então adaptações dos quadrinhos, séries, livros, até jogo (Monopoly está virando filme)! A mania das adaptações que também chegou à TV, vide séries do Divã, Mulher Invisível, etc…

Claro que muita coisa se salva. Mas enfim, só para a gente pensar.


Uma nova ruptura
Gustavo Fontes
27 de maio de 2011

Em toda a sua história, o mercado publicitário sofreu rupturas no seu modelo de negócios e na qualificação dos profissionais provocado pelo avanço tecnológico. Foi assim com o jornal, com a televisão, com o celular…

A bola da vez é o Ipad. Os tablets representam o elo que faltava entre a web e o mobile. Todos querem ter o seu pelas inúmeras qualidades e funcionalidades do produto.

Assim como foi quando a televisão surgiu, imagino que quando o Ipad chegar às mãos de mais pessoas a ruptura vai ser tão intensa quanto antes.

E essa ipadmania vai refletir no nosso mercado. Já vemos alguns anunciantes migrando, engatinhando, para esta tela (mais naquele estilo “surgiu uma oportunidade aqui, vamos anunciar no Ipad?”). Os profissionais que trabalham com a área digital já são exigidos e cobrados sobre o tema. Ainda estamos (profissionais e usuários) em fase de adaptação, mas já podemos notar que a publicidade no Ipad é mais rica, interativa e proporciona muito mais engajamento do consumidor com a marca.

O potencial criativo e a capacidade de experiências nos tablets é gigantesco.

Uma pesquisa realizada pela MobClix (rede de anúncios móbile norte-americana) é um primeiro indício dessa mudança que teremos mais a frente. De acordo com a pesquisa, os usuários de Ipad são mais propensos a clicar nos banners enquanto estão jogando em seus aplicativos. O CTR foi, em média, 8 vezes maior do que em aparelhos Android e 3,5 vezes maior que no Iphone. Ou seja, realmente o tablet provoca uma maior interação dos usuários.

A mensagem mais importante que fica é: aproveitem a característica do meio e gerem experiências para seu público!

Abaixo tem dois vídeos que achei de publicidades voltadas pro Ipad e que interagem com o público. Os dois são simples e eficientes.

Imagem de Amostra do You Tube

Enfim, devemos nos aprofundar sobre esse tema, pesquisar e aprender, enquanto temos tempo… As pessoas estão nos mostrando que o Ipad, o 1, o 2, o 3…, veio para ficar.

Vamo que vamo!