Para estrear no blog, nada melhor do que um tema contemporâneo e provocativo. Após ser convidado pela querida Fátima Rendeiro, fiquei pensando em um assunto interessante durante duas semanas. E no meio de tantos avatares de crianças e desenhos, resolvi falar de mobilização. E afinal, o que é e para o que serve a tal mobilização?
Segundo as definições da famosa Wikipédia, mobilização é o ato de ajuntar e fazer tanto tropas como provisões prontas para a guerra. A palavra “mobilização” foi usada a primeira vez, em um contexto militar, para descrever a preparação do exército prussiano durante os anos de 1850 e 1860.
Depois de ler bastante sobre a origem da palavra e as suas intenções, fui refletir sobre o real objetivo e desdobramentos da mobilização. E afinal, para o que ela serve?
Para mobilização ter fundamento é necessário transformar. A mobilização sem o poder de transformar não tem final, perde a razão. Mobilizar por mobilizar é vazio. Seja a transformação de um comportamento, a transformação de um ambiente ou de uma causa. É necessário transformar.
E quando levamos isso para essa história da troca de avatares por desenho que tomou as nossas redes sociais, chego a uma conclusão: Temos um belo motivo para nos mobilizarmos. A luta contra a violência infantil é mais do que justa. Mas nos movermos de verdade. Chega de mobilizações pela internet que não nos levam a lugar nenhum e que no final não geram transformação nenhuma.
Enquanto na Estônia as pessoas se mobilizam via internet e limpam o país todo em um dia
, no Egito derrubam um presidente, os Brasileiros fazem “pseudo-revoluções” com avatares de desenhos e colocam hashtags nos trending topics do twitter.
Chega de revoluções feitas na frente das telas do computador e que serão esquecidas em menos de um mês.
MOVE ON GUYS!












