Inovação no consumo do entretenimento
Vinicius Oberg Guedes
18 de setembro de 2011

Na onda do “Check-in” baixei um aplicativo sensacional. O nome do app é GetGlue e basicamente possui a mesma mecânica do FourSquare. É mais uma rede que se utiliza do Gamification, conceito que aplica a lógica dos games (pontos, competição e status) para o engajamento do público.


Nele você pode saber o que seus amigos estão assistindo, lendo ou até bebendo.  E claro, explorar cada uma dessas experiências. O GetGlue nada mais é do que uma grande rede social voltada para o consumo do entretenimento. Iniciativas como essa sinalizam como será esse consumo daqui pra frente, sempre provocando estímulos e valorizando a recomendação. Porém, como em todo conceito novo, também existem aqueles que são contra. Sugiro o artigo “Gamification é bullshit“, publicado no BrainStorm9.


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O Marketing dos Beatles
Gustavo Fontes
12 de setembro de 2011

A página oficial da banda no Facebook tem mais de 21 milhões de pessoas.
No Orkut, as inúmeras comunidades possuem mais de 300mil membros apenas no Brasil.
Por último, no YouTube são milhares de vídeos com músicas da banda, muitos com mais de 100 milhões de views.

Mostrar em números a força da maior banda da história da música é desnecessário. O espaço que eles conquistaram transcende explicações lógicas e matemáticas.
E aqui que entra a grande lição da banda para nós comunicadores.

Num mercado cada vez mais acirrado, inúmeras opções e clientes com cada vez mais informações, faça como os Beatles, tenha fãs que sua marca será imortal.

Esta frase poderia muito bem estar em qualquer para-choque de caminhão, mas é a mais pura verdade.

Vamos lá!

A banda encerrou suas atividades em 1970.
O Orkut iniciou suas atividades em 2004.
O YouTube começou em 2005.
E o Facebook em 2006.

E o que falar dessa criançada cantando a música deles?

Imagem de Amostra do You Tube

A mensagem é bem clara e simples, busque criar fãs que sua marca e/ou produto se tornará perene.

Lógico que esse caminho não é facil, assim como a carreira dos Beatles, mas a recompensa pode ser tão impactante quanto o legado que eles deixaram.


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Começou o jogo!
David Coelho
15 de agosto de 2011

Os tão famosos social games, febre no Facebook e Orkut, chegaram ao Google+.

O Google disponibilizou 16 jogos na nova rede social, entre eles Angry Birds, Bejeweled e Zynga Poker. Alguns deles já são clássicos entre os social games e outros do mundo mobile.

Até aí nada de novidade, tendo em vista que os social games já atraem milhões de pessoas para as redes sociais já existentes. Vamos avaliar o impacto disso daqui algum tempo tendo em mente o gráfico abaixo.

Ter esses games no acervo do Google+ pode ajudar ainda mais nesse crescimento que eles tiveram em tão pouco tempo. Ainda mais com games que já são viciantes no mobile, através do Android, que já faz parte do guarda-chuva Google. O acordo do Google com empresas como a Zynga, já podem vir com o pacote Android/Chrome/Google+.

AH NÃO! SPAM DE GAMES NO GOOGLE+ TAMBÉM???

Quem é usuário do Facebook já deve ter recebido infinitos pedidos de adoção de uma vaca solitária ou de um pato sem memória. Enviar moedas verdes que é bom nada, né? (não entendeu? clique aqui)

Não se preocupem, o “Seu Google” foi camarada e implementou um botão que ativa e desativa a opção Games. Desativando essa opção, você não recebe as solicitações de Games de seus amigos. Ponto para o Google.

 

 

Optando por jogar, você pode comparar sua pontuação com a de seus amigos, assim como os outros social games. Algo que torna a disputa bem mais atrativa.

Eu ainda não consegui bater meu camarada Mark. E olha que ele ainda está jogando fora de casa.

 

 

 Colaborou para este post: Brenda Carolina (@becarol)


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Qual é o potencial do jovem brasileiro?
Vinicius Oberg Guedes
08 de agosto de 2011

Eles não participaram de nenhuma revolução armada e muito menos influenciaram nas decisões políticas da última década. Os jovens da Geração Y estão na moda e todos querem um pouquinho deles, que hoje interferem na lógica do consumo e lideram a maior e mais verdadeira revolução da história, a digital.


Dentre centenas de pesquisas disponíveis sobre os jovens, compartilho mais uma, talvez a mais recente e interessante publicada aqui no Brasil. A Box1824, realizadora, buscou um trabalho mais amplo, que fosse além da questão do consumo/mídia, compreendendo melhor o potencial desse jovem.

O resultado está disponível para download e você pode conferir tudo aqui!


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Doe Tempo
Leonardo Brossa
11 de julho de 2011

Doe TempoHá duas semanas atrás tive a oportunidade de bater um papo com o pessoal que está organizando o TedXYouth Sudeste, que tem tudo pra ser um dos eventos mais bacanas do ano. Mas isso vai ser outro papo.

Uma das coisas mais legais nesse tipo de encontro é conhecer gente diferente do nosso meio e sair um pouco do nosso mundinho, seja ele publicitário, artístico, cinematográfico, administrativo ou qualquer outro. Porque não tem jeito, a gente sempre acaba se isolando mesmo, é natural.

Tinha uma coisa em comum entre todas as pessoas que estavam nesse dia que me chamou a atenção. Todos nós estávamos doando um pouco do nosso tempo para fazer algo que realmente acreditamos. E doar tempo hoje em dia é complicado, temos uma rotina pesada no trabalho, precisamos chegar em casa pra liberar as babás ou simplesmente encontrar as pessoas que escolhemos, além de ler e ir a eventos para nos atualizarmos. Porrada!

Nesse panorama, a expressão “share of time” faz cada vez mais sentido nos dias de hoje. Como você divide seu tempo é cada vez mais o “pulo do gato” pra se encontrar um equilíbrio bacana. (tô ficando com medo que esse texto pareça auto-ajuda, mas vamos lá…)

Pra mim, que de 3 em 3 meses repenso minha existência e contesto minhas decisões, participar de iniciativas como essa me revigoram e me ajudam a saber que tenho mais a oferecer do que fazer belos planejamentos e reuniões para meus clientes. Quando saí do encontro pra encontrar minha ninhada e minha esposa eu estava feliz demais. Claro que o chope no Bar Lagoa ajudou.

(agora tá parecendo diário de adolescente, mas vou continuar…)

O ponto que quero chegar é que nós somos cobrados e nos cobramos muito diariamente, muitas vezes nos afastando ou nem chegando a descobrir coisas que realmente são importantes para nós. Minha provocação é que a gente pode e merece doar nosso tempo para fazer coisas diferentes, novas na nossa rotina. Mas pra isso, precisamos exercitar nossa humildade. Pois precisamos dela pra saber que nossa ausência uma tarde, uma manhã, um dia, umas horas ou qualquer tempo que você possa dedicar, não vão ter efeitos catastróficos.

Sair uma manhã pra conhecer um projeto como o Hub Escola e ver se pode se tornar colaborador não vai fazer a sua empresa quebrar. Chegar mais tarde em casa porque você se dedicou a encontrar pessoas diferentes pra fazer algo completamente novo, não vai abalar seu casamento e seus filhos não vão te amar menos por isso.

Por isso, fecho esse testamento pedindo que você exercite a doação do seu tempo. Doe tempo, seja ele pra uma causa, pra um projeto não profissional, pra uma instituição de caridade, pra bater papo com um idoso, pra brincar com uma criança, pra fazer qualquer coisa, contando que seja nova. Até porque, tem muita gente precisando da sua ajuda, inclusive você.

Exercitando a Doação:

- Voluntários

- Rio Voluntário

- Doe Palavras

- Doe sua página 404 pra AACD

- Hub Escola

- Guerreiros sem Armas


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On e Off, quem disse que mídia é botão de power?
Thiago Rodrigues
08 de julho de 2011

Eu adoro a mania que todo mundo tem de classificar tudo. Quando a mídia online chegou no mercado, com todas as suas métricas, formatos e formas de venda diferentes, fez com que alguns profissionais não olhassem com bons olhos, esse “novo mundo”. De olho nessa oportunidade e na resistência ao novo, surgiram as agências especializadas e profissionais dedicados ao “online”, deixando os profissionais mais antigos confinados ao offline.

Até aí nada de novo, mas não seria essa divisão extremamente prejudicial ao mercado e ao processo publicitário?  “Vamos partir do princípio que no fim do dia tudo é mídia, seja o banner no portal X ou o spot de 30” no canal Y. Todos estão comunicando algo e todos têm seu papel no plano de mídia. Inclusive, tirando alguns nomes, os objetivos são os mesmos, cobertura, frequência…

A principal diferença entre as duas “disciplinas” é a capacidade de mensuração e controle das campanhas. Uma campanha digital não te dá números aproximados ou projeções sobre pesquisas, te dá o número real, enquanto dados de mídias “off-line”(chamemos assim por falta de nome melhor) ainda são baseados em pesquisas amostrais e/ou dados de recall.

Ok, reconheço que as diferenças na forma de compra e a maneira como são apresentados os dados fazem com que necessitemos de profissionais dedicados a On e Off, mas isso não pode servir de desculpa para o desconhecimento de um e de outro. Por exemplo, um bom planejador de mídia tem que conhecer muito bem seu cliente e seus objetivos, para escolher onde anunciar. Às vezes uma fanpage no facebook pode ser mais relevante que uma campanha em TV a cabo, ou vice-versa.

Por isso, acredito que a divisão entre agencias que só fazem On ou Off tem prazo de validade, ela foi útil em um momento que o meio precisava de maturidade e de pessoas que o ajudassem a se desenvolver, agora é a hora de integrar as mídias online ao portfólio regular de todas as agências e ao dia a dia do planejamento de mídia.

Mas antes que comecem a me jogar pedras e criticar, reconheço o papel das agências digitais, existem clientes que precisam dessa atenção especial. O que não deve acontecer, é pensar em separação estratégica de on e off. Vamos pensar em nosso dia a dia. Qual a diferença entre ver o mesmo comercial de 30” no youtube ou no intervalo do Fantástico? Ou melhor, qual a diferença entre passarmos na frente de um vitrine e comprar um tênis, para ver um banner de uma loja de calçados e clicar em comprar no mesmo modelo de tênis?

Lembrando David Ogilvy, boa campanha publicitária é aquela que faz a caixa registradora do cliente tilintar, não importa de onde ela veio e quanto custou, os resultados vão vir das mídias certas sejam elas quais forem e cabe a nós, profissionais de comunicação, conhece-las muito bem para utiliza-las da melhor forma.


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TV vs. Youtube ou TV + Youtube?
Gabriel Cunha
28 de junho de 2011

Não gosto de comparar o Youtube com a TV tradicional porque isso estimula a (falsa) ideia de que a Internet vai matar os outros meios, pensamento do qual não partilho. Prefiro acreditar que as mídias são complementares e o que importa realmente não é o meio, mas o conteúdo.

No fim das contas, é o conteúdo que segura a audiência. Quer dizer, não existe um mundo real e um mundo virtual, os dois são o mesmo. Portanto, uma matéria no jornal pode virar um hit no Youtube, assim como um hit do Youtube pode virar matéria de jornal. Os meios se complementam, não se anulam.

Acredito inclusive que boa parte do sucesso do Youtube (ao menos aqui no Brasil) se deva ao fato de sermos um povo tão viciado em assistir TV. O Youtube nos deu a possibilidade não só de assisitir como também de produzir conteúdo. E ainda assim, boa parte do material mais visto do site são vídeos de programas e erros de gravação da TV.

Programas de Televisão também têm se aproveitado bem do popularização dos videos online, reproduzindo os virais mais comentados e estimulando a participação do telespectador através de vídeos.

Porém, imagino o que aconteceria quando TV e Youtube resolvessem transmitir simultaneamente o mesmo conteúdo. Neste caso, acho que outros fatores como qualidade de som e imagem, velocidade da conexão e comodidade passariam a ser decisivos.

Digo isso por ter lido que, depois da transmissão da beatificação de João Paulo II, de shows de música sertaneja e do carnaval de Salvador, o Youtube terá um canal exclusivo para a exibição dos jogos da Copa América de futebol. Porém, os jogos da seleção brasileira não serão transmitidos aqui, por questões de exclusividade de transmissão das imagens.

Sinceramente não sei como seria caso o Youtube transmitisse uma final de Copa Brasil x Argentina, mas ainda assim não consigo enxergá-lo como concorrente, mas como um forte aliado. Quem sabe não é a hora de sincronizar a programação da TV com a do Youtube, aumentando o alcance e vendendo pacotes de patrocínio com maior interatividade? Neste caso, as três partes interessadas – TV, Internet e Consumidor – só têm a ganhar.

Ao menos é o que eu acho…


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