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Posts com a Tag ‘coletivo’


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Pulso
Seduzido pelo poder coletivo
Vinicius Oberg Guedes
03 de março de 2011

Crowdsourcing, Wikis, Crowdfunding, Mashup, Curtir, Hashtags, TT’s e por aí vai, uma infinidade de conceitos e formas de conhecimento/engajamento coletivo. São palavrinhas que estão na moda e são realmente fascinantes. Porém, o que está me deixando mais empolgado é poder ver que esses conceitos começam a pular do virtual para o real e estão interferindo diretamente no ambiente urbano!

Isso tudo altera uma lógica de que as melhorias urbanas (culturais e ambientais) estão condicionadas ao poder público, servindo como ferramenta para iniciativa privada se envolver cada vez mais e desenvolvendo a relação entre governos e cidades. E claro, dão poder pra gente mudar muita coisa!

Ligado ontem no TED 2011 #TED, pude conhecer o Inside Out, que é um projeto de arte participativa que transforma mensagens de identidade pessoal em peças artisticas. Não vou falar muito, vamos ao vídeo:

Existem outros exemplos, como o Street Art View, lançando pela Red Bull e que rodou recentemente pela blogosfera. Aqui no Brasil ele é realizado pela Loducca.

Está na nossa mão!


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Pulso
TEDxRio: um momento de inspiração pessoal
Leonardo Brossa
17 de fevereiro de 2011

Sim, vou postar sobre o TEDxRio, mas não quero focar nos palestrantes e nas palestras, que estarão disponíveis em breve e você poderá assistir, ou melhor, deverá assistir. Quero dar aqui um enfoque mais pessoal. Falar sobre o que ela significou pra mim e como imagino que ela tenha marcado boa parte das 800 pessoas que compareceram ao evento.

Bom, antes de qualquer coisa, não dá pra ficar imune a um evento que se propõe a discutir problemas, apresentar modelos de trabalho diferentes, casos de pessoas que conseguiram empreender e alcançar seus objetivos, tudo isso sem, necessariamente, trazer pessoas que desfilam pelas publicações brasileiras. As nossas queridas celebridades.

Nesse ponto eu chego a uma palavra que pra mim está grudada ao evento mas não vi ninguém comentar, postar ou aparecer no estudo que foi feito lá dentro. Humildade. O TEDxRio foi um grande exercício de humildade, um momento de assumir e combater alguns preconceitos. Um momento de rever posições e contestar opiniões.

O evento já começou com o Ricardo Guimarães afirmando que a interdependência é a evolução. Propôs que trocássemos o grito do Ipiranga para Interdependência ou Morte! Ou seja, ele deixou claro ali, naquele breve momento, que ninguém é alguém sozinho. Seja no plano pessoal, profissional ou até empresarial.

Logo depois, surge o professor português José Pacheco, criador do “fodástico” projeto Escola da Ponte, que aplica uma metodologia de ensino inovadora, respeitando as individualidades de cada aluno. Nada daquela relação de cima pra baixo… Segundo ele “os alunos não têm dificuldade de aprendizagem, nós é que temos dificuldade de ensinagem”.

Eu ali, babando e feliz por estar presente e poder sentir toda aquela energia contaminando as pessoas. Até porque eu estava acostumado com os eventos da minha área, onde somos obrigados a ouvir ladainhas repetitivas das celebridades do meio. Um discurso infinito de pré-conceitos tentando lobotomizar as pessoas através do cansaço. Mas no TEDxRio o contato é com o mundo real. Pessoas de verdade. Até as “celebridades”, caso do Armínio Fraga, passeavam calmamente conversando e trocando com as pessoas que estavam lá. Quantas vezes você viu um palestrante do mercado publicitário chegar atrasado e sair logo depois do seu “discurso”, pois sua agenda não permite pausas?

Em que outro lugar, que não lá, você poderia conhecer uma juíza que decidiu se aproximar dos detentos para salvar a si própria? Caso da Thelma Fraga. Onde você conheceria médicas incansáveis que lutaram e se emocionaram em busca de seus sonhos de estudante? Como as Doutoras Rosa Célia e Vera Cordeiro. Num mundo em que a medicina já virou comércio, há muito tempo, é sempre bom ouvir pessoas assim. Faz você descer da sua arrogância inata e ver que você não tem problemas, mas apenas desafios.

Foi nesse clima que pela primeira vez na minha vida me vi tiéte. Encontrei a Dra Vera Cordeiro e dei um beijo nela, agradecendo pela oportunidade de ter ouvido ela falar. A certeza que tenho é que eu não sou o mesmo cara que chegou lá as 8h30 da manhã. No dia 15 de fevereiro de 2011 eu mudei, pra melhor, e meu ano começou, isso mesmo, antes do carnaval.


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Criação - Digital
Febre de ideias
Vinicius Oberg Guedes
26 de novembro de 2010

O objetivo deles não é incentivar compras por impulso e sim premiar milhares de mentes criativas, que apresentam boas soluções, sejam elas para problemas de causa social ou privada.

Surfando na onda da Semana Global de Empreendedorismo (#SGE10), que rolou na última semana, vou falar de alguns sites voltados para estimular a multiplicação de novas ideias, sites que usam o modelo “crowdsourcing”, palavrinha conhecida, que se popularizou com a chegada da Wikipedia.

Quase um ano após a febre da compra coletiva na internet americana, o que acompanhamos por lá, é a popularização das ferramentas que usam essa inteligência coletiva, algumas até com objetivo de promover o “bem” comum. E será que esses sites teriam um espaço na cibercultura brasileira? Já que até hoje, o que realmente bombou por aqui foram os sites voltados para relacionamento, conteúdo e consumo. Fica a dúvida.

Selecionei alguns cases bem legais:

Kickstarter: o crowdsourcing dos empreendedores, você expõe suas ideias e ainda pode ganhar um financiamento!

Battle of Concepts Brasil: ele possui uma lógica um pouco diferente, as empresas oferecem grana em troca de boas ideias. O site já está no Brasil.

Myoo Create: é uma comunidade para a inovação social e ambiental. Você se cadastra e participa de diversos desafios, sua função é apresentar soluções criativas.

Business Model Generation: sensacional! É voltado para aqueles que estão prontos para abandonar o pensamento antiquado e abraçar novos modelos de negócios.

Idea Bounty: possui uma lógica parecida com o Battle of Concepts, grandes empresas pagam por ideias!

Faz Aê: é bem diferente de tudo acima. Trata-se do primeiro reality show do mundo que acompanhará o surgimento de uma empresa com sócios escolhidos em concurso realizado na web.

E se vocês tiverem mais alguns, insiram nos comentários e vamos atualizando nossa lista.


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Digital
Revolução silenciosa
Vinicius Oberg Guedes
15 de outubro de 2010

Alguém já parou para pensar no futuro dos museus e os conflitos que eles podem viver com as próximas gerações?

Será que, em seus formatos atuais, vão continuar envolvendo os chamados “nativos digitais”?

Bem, a fórmula que os museus lá de fora estão encontrando é a de misturar o formato tradicional com a geração de experiências e interação permanente com o público. Quer um exemplo? O MOMA, em Nova York.

Um aplicativo para Iphone foi criado com objetivo de  complementar a experiência vivida no museu. Uma das principais funções segue a tendência comportamental da nova geração, a de socialização digital. Através do app é possível compartilhar tudo aquilo que você está vivendo com os amigos do facebook.

Especialistas, artistas e museólogos tendem a ser mais conservadores nessa discussão, mas não podem fechar os olhos para essa realidade. Uma coisa é certa: o tema tem que ser mais discutido. As gerações estão mudando em uma velocidade nunca vista e a discussão sempre acaba caindo na mesma linha.

Será que vai acabar? A internet foi para dentro do celular, já o rádio caminha para dentro da internet, o que vimos até agora não foi o fim de nada e sim uma grande integração.

Pelo que vimos os museus parecem caminhar nessa mesma linha.


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Pulso
O que é inovação para você?
Fatima Rendeiro
15 de abril de 2009

O que é inovação para você?

Novas formas de comunicação? Novos públicos? Novas ocasiões de uso para produtos? Enfim, tudo que possa ser chamado de novo e que ainda não tenha sido pensado. De fato, tudo isso é inovação, mas será que ser inovador não é somente ser simples? Sim, simples na comunicação e simples na atitude.

Estudos de tendências feitos por consultorias indicam que haverá uma revolução no comportamento. As pessoas investem no crescimento pessoal e desejam uma sociedade mais harmônica e menos agressiva. Nossas escolhas estão ligadas à proximidade daqueles em quem confiamos. Perde espaço o “eu” do individualismo e da competição. O “nós”, o grupo, passa a ser o caminho para um mundo melhor, em que todos saiam ganhando. Não é à toa que a Mastercard, há quase duas décadas, começou a estudar o que as pessoas realmente consideravam indispensável para ser felizes, daí o “Não tem preço.”

O Pulso lista algumas tendências que pesquisas apontam que dominarão a sociedade nos próximos anos e estão ligadas à adoção de uma nova postura individual para resolver os problemas coletivos.

1- De bem com a alma, cada vez mais as pessoas valorizarão aspectos importantes da vida, entre eles o cuidado com as emoções. É cada vez maior o número de pessoas que não estão dispostas a abrir mão da sua qualidade de vida em troca do sucesso profissional a qualquer custo;

2- Experiência em alta, cursos e viagens viram instrumentos de aprendizado, ajudam as pessoas e as preparam para situações novas. Acima de tudo, o saber comprova-se como ferramenta essencial para o crescimento de qualquer país;

3- Segurança e aconchego. Os condomínios são como microcidades dentro das metrópoles, onde as pessoas deixam de ser anônimas e passam a ser conhecidas por seus nomes e sua identidade familiar;

4- Preocupações verdes, materiais ecológicos e reciclagem são pilares do consumo consciente.  De cada três brasileiros, um já está preocupado com soluções sustentáveis;

5- Um mundo mais velho. Aos poucos, o mundo terá cada vez mais idosos, resultado de um movimento demográfico no qual a taxa de fecundidade continuará caindo e a expectativa de vida subindo – a transformação rumo a um mundo mais velho já começou. O Brasil tem 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Esse índice representa 10,5% da população total do país.

6- Tudo a um clique de distância. Metade dos usuários de internet se conecta em lan houses, que se multiplican por todo o país. Além de encurtar distâncias, uma das maiores utilizações da internet hoje é para compras. Os consumidores online eram 3,2 milhões em 2004 e passarão dos 13 milhões em 2009.

Quer saber mais? Vale a pena ler um livro muito interessante lançado nos EUA – Microtrends – The small forces behind tomorrow’s big changes –, no qual, Mark. J, Penn analisa vários micronichos. A teoria da Cauda Longa comprova isso: “Em vez de avançarem como manada em uma única direção, eles agora se dispersam ao sabor dos ventos, à medida que o mercado se fragmenta em inúmeros nichos.”

E você, o que acha, de tudo isso??????