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A cachaça nossa de todo dia
Maíra Miguel
27 de setembro de 2010

Há quem imagine que publicidade não tenha nada de números, análises e métricas. Ainda existe no inconsciente coletivo um pouco daquele velho estereótipo de que para ser bom nesse meio, basta muita criatividade e algumas ideias geniais que surgem na mesa do bar.

De fato, algumas ideias podem até surgir assim, por que não? Mas vamos ser francos, análises estratégicas (e seus números) também são inspiradoras. Mais do que isso, os números conversam com quem sabe ouvi-los. Esse é o grande desafio. Precisamos ter consciência que os resultados são objetivos, mas as leituras essas sim podem ser subjetivas.

No mundo digital então diria que números, métricas e a publicidade são melhores amigos. E mais, os clientes adoram quando os dois caminham de mãos dadas porque juntos eles contribuem para alcançar reconhecimento e credibilidade. E exatamente por isso é obrigatório que a criação publicitária, independente de on ou off, seja pensada desde sua concepção nos gráficos, números e estatísticas que vão permitir avaliar se a campanha conseguiu os objetivos esperados.

Falando de digital mais uma vez, ali a criatividade pode e deve rolar solta, sempre lado a lado com métricas consistentes e segmentadas. E o melhor, o monitoramento é praticamente simultâneo. Podemos mudar tudo e refazer uma nova estratégia em curto período, depois de boa conversa com análises, dados, números, etc. Confesso: eles são uma das minhas cachaças. Para quem gosta, saboreie com prazer.  Quem ainda não provou, fica aqui o convite. Pode parecer amargo início, mas é que nem cerveja: depois que se acostuma, desce redondo.


Cada um fora do seu quadrado
Maíra Miguel
27 de julho de 2010

Como, de que jeito? Quebre os muros, derrube as barreiras e ultrapasse a zona de conforto. Fuja, vá para o desconhecido, para o quadrado do vizinho. Não estou estimulando a guerra, nem invasões de territórios alheios. Na verdade, sugiro um convite a uma visita, a conhecer algo que você sempre passa por ali, mas não frequenta ou vivencia. O resultado costuma ser inesperado, mas em compensação muito mais divertido e proveitoso.

Nas agências temos vários quadrados separados, como ilhas interligadas por pontes. Enquanto para o cliente é um espaço único, não importa as divisões internas. Ele quer e precisa de resultado e isso será reflexo do trabalho de todas as equipes. Se a meta não for atingida, vem abaixo um tsunami. Nesses casos todas as ilhotas vão sofrer as consequências, algumas mais do que as outras, mas nenhuma sairá ilesa. O prejuízo será geral.

Ao mesmo tempo, já é praticamente ultrapassado levantar a bandeira da web 2.0. Esse conceito já está incorporado ao ambiente digital. Colaboração, interação, participação são termos e modelos de criação default atualmente, mas o curioso é que em muitos casos não trabalhamos assim dentro das agências. Há mais segregação do que é produtivo. E aí, vamos acompanhar as mudanças e criar o relacionamento profissional 2.0?