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A dificuldade do primeiro post. O assunto relevante.
Marcio Borges
15 de abril de 2009

Entre meus pensamentos do que escrever, fiquei na dúvida entre o  inédito urgente e o clássico relevante. O inédito sempre têm a característica de impressionar, de ser tendência, de ser contestador e de no mínimo passar a impressão de – UAU que antenado!!  O clássico tem a característica do eterno, do humano, daquilo que não muda independente da época em que vivemos. Nessa dúvida lembrei que para destruir uma tese, temos que conhecê-la profundamente, e para nos maravilharmos com o inédito temos que estar suficientemente entorpecidos pelo cotidiano. Com isso lembrei de um cartaz numa repartição pública que dizia – “Teoria é quando tudo se sabe e nada funciona. Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe porquê. Neste recinto, conjugam-se teoria e prática: Nada funciona e ninguém sabe porquê.”

Concluindo meu post irrelevante vou recomendar um livro que virou teoria  baseada na prática, é quase inédito,  serve para qualquer profissional de agência e está baratinho na Amazon – “The art of client service – 58 things every advertising and marketing professional shoud know” do Robert Solomon. É um livro de bolso, fácil de ler, mas que tem coisas que merecem ser aprendidas ou lembradas.


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Bullshit Jobs
Kátia Viola
07 de março de 2009

Eu me divirto muito com os quadrinhos do Dilbert, com a série The Office (gosto mesmo é da versão britânica) e lendo livros ou artigos que ridicularizam a vida corporativa. Admito: gasto tempo e dinheiro consumindo coisas desse naipe. Afinal, para que suar tanto a camisa, virar noites, passar a maior parte do meu dia com pessoas que não escolhi para conviver e não conseguir rir disso tudo?

Minha mais recente aquisição foi o livro 100 Bullshit Jobs …And How To Get Them, do Stanley Bing. O cara listou e descreveu 100 profissões e as classificou segundo uma “fórmula matemática” que determina o coeficiente de bullshit de cada uma delas. E ele ainda explica como seguir essas carreiras e o que esperar do futuro. Hilário, ácido, crítico, bem escrito.

Você ficaria surpreso se eu dissesse que uma das profissões listadas é a de publicitário? Pois segundo Bing nossa profissão atinge a marca de 100 % de pura bullshit. Mas não pense que estamos no topo da lista. Bullshit é um coeficiente que pode chegar a muito mais que 100%. Se você ler o livro, vai ver que tem muita profissão que nos ultrapassa no ranking de bullshit, como por exemplo: a moça do tempo, o media trainer, o headhunter, o astrólogo e até “ser Donald Trump”. Enfim, há bullshits e BULLSHITS.

OK, dizem que rir de si mesmo é saudável. Mas tem coisas que não me divertem muito, não. Uma coisa é ler um livro inteligente, outra coisa é ter que lidar no dia-a-dia com piadinhas por causa de estereótipos que nos impõem a partir de nenhum senso crítico, de uma falta de conhecimento total sobre o que realmente fazemos na nossa profissão. Em termos de comportamento, somos estereotipados como egocêntricos-moderninhos (os criativos) e puxa-sacos (a turma do atendimento). E, de uma forma geral, independentemente da área em que trabalhamos, somos os inescrupulosos, os antiéticos, os faz-tudo-por-dinheiro. O assunto já foi debatido por gente muito mais abalizada e por isso não vou me estender. O que eu estranho é que todos nós sabemos disso e não há um movimento da classe para reverter o fato, para trabalhar melhor a nossa imagem. Será que no fundo a gente acha que isso é pura bullshit?