Posts com a Tag ‘Planejamento’


E agora, José?
Gustavo Fontes
15 de março de 2012

Esse post vai ser um pouquinho diferente, o objetivo é convidar todos a refletirem e pensarem sobre o momento atual da social media no Brasil, principalmente os blogs, e como isso vem impactando os planejamentos estratégicos.

“Ah, cara, monta um blog. Ocupa seu tempo vago!” “Quero ser blogueiro, pai, tem um tal de adsense que dá dinheiro ainda”…

Há um tempo atrás ter um blog funcionava como um segundo emprego, aquele que você vai empurrando com a barriga, sem muito esforço, e ganhando um dinheiro para complementar o orçamento, e um passatempo.

Mas acontece que muitas pessoas pensaram nisso ao mesmo tempo (são em torno de 2 bilhões de blogs hoje) e a internet ganhou força, e verba, na comunicação mundial como um todo.

Os blogs passaram de hobbies à veículos de comunicação. O blogzinho virou site e ganhou a companhia de perfis do Twitter, Facebook e até canais no YouTube. O segundo emprego virou primeiro e garantiu status de celebridade para alguns blogueiros.

E aí que está a grande questão hoje em dia.

Tem mais verba para o digital, mais verba para ações de social media, mais oportunidades para o blogueiro… Mas a maioria parou no tempo, falta profissionalismo em muitos para conseguir maior espaço e sobrevida no futuro. Os blogs são vendidos pela sua audiência e pela, teórica, segmentação. E essa característica só vem criando um abismo entre os grandes blogs, as redes como a Boo-box e os pequenos blogs, fadados ao fracasso se continuarem com esse modelo de comercialização.

Por que ainda vende-se banners com tanto destaque? Por que os publi editoriais continuam aparecendo? Enfim, por que os midia kits desses blogueiros são cada vez mais mídia e menos projeto?

E agora, blogueiros?
A festa acabou.

Está na hora de começar a se vender com resultado, com cases, com projetos. Não adianta se basear mais na audiência do analytics e esperar que te procurem. As agências e os clientes precisam e devem saber o potencial que os blogs agregam para a estratégia de comunicação.

Vamos buscar soluções, vamos ser mais profissionais, vamos encarar os blogs como algo diferentes (projetos especiais) e não canais de mídia, onde bateriam com os grandes portais.

Então…


Você marcha, blogueiro!
Blogueiro, para onde?


Overdose de informação causa bitolação?
Leonardo Brossa
04 de julho de 2010

Outro dia compartilhei dois curtas, que acho super bacanas. Muita gente gostou, mas uma coisa me surpreendeu. 4 amigos meus, que trabalham com propaganda, falaram que esses curtas dariam ótimos filmes de campanha. Que bastava assinar com uma cartela e estava feito o filme, que estava pronto o viral.

Como dois desses caras iam tomar um chope comigo no meio da semana resolvi levar o tema pro bar e bater um papo com eles. Um dos pontos altos da discussão foi sobre uma mudança que eu já vi e até me incluí.

Com essa quantidade de informação estúpida que nos obrigamos a consumir para estar “updated” (o que aconteceu com o “atualizado”), muitas vezes estamos passando a planejar menos a marca e estamos começando a pensar a partir da tática. Querendo levar o pacote completo. Além disso, talvez conseqüência, tudo pra gente passa a ser propaganda.

Não tenho dúvida que isso faz mal pra todos nós, pessoalmente. Pois acabamos ficando meio bitolados. Monotemáticos. Mas também acho que é ruim profissionalmente. Todo mundo quer usar a última moda. Tudo que é bom pode virar propaganda.

Mas como separar as coisas?

Bom, o primeiro passo é relaxar. Curtir sem obrigação de usar. Só por curtir mesmo. E você, o que acha?

Então, comece dando uma olhada nesse curta que eu acho sensacional e tem uma descrição que exercita nossa bitolação: “Every day: so many opportunities to connect… What if you took just one?”


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Planejamento - Pulso
África do Sul, o país do futebol ?
Bruno Villas Boas
09 de abril de 2010

amor_futebol

No post anterior quando falava dos contrastes socias existentes aqui na África do Sul, uma cultura que sobressaíu mudando a vida de milhares de sulafricanos foi a da Inglaterra. Dentre as heranças deixadas (algumas não tão boas), o Esporte ao meu ver foi o que marcou mais, ajudando a REconstruir a identidade desse povo. Do boxe ao Cricket, Rugby ao futebol, ainda que certas modalidades tenham separado ricos e pobres, brancos e negros, ultrapassou a esfera do lazer, incluíndo e começando a formar nos últimos anos uma nova mentalidade entre as pessoas.

Em tempos de Copa essa força mobilizadora torna-se ainda mais poderosa, fazendo nascer um sentimento de orgulho entre os africanos de vários países pelo evento ser no continente deles. Apesar das guerras, fronteiras, distâncias e culturas, o futebol tem ajudado a estreitar alguns laços que foram perdidos nos últimos séculos. É a magia do futebol engajando o que o tempo separou! Magia que algumas marcas já estão utilizando. Bom, agora é torcer pelo HEXA e secar os argentinos.


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Pulso
A publicidade no divã
Bruno Villas Boas
18 de maio de 2009

A publicidade no divã

Depois de um breve retiro virtual o primeiro assunto que resolvi tratar com vocês, já que é parte das queixas que faço ao meu analista, é sobre uma angústia que acomete alguns colegas de trabalho. Nesse caso especificamente falo dos Atendimentos. O papo começou no início do mês quando frequentava uma palestra do GAP, o tema do encontro era “O papel da Agência no Ambiente de Marketing das empresas”. Num determinado instante uma colega planejadora fez um comentário resumindo o que vive em seu dia-a-dia: “Percebo os Atendimentos ansiosos, são cobrados quase como super-heróis, mas as atividades do cargo acabam impedindo que fiquem algumas horas do dia isolados para pesquisar certos assuntos. É uma pressão injusta”. De forma simples ela conseguiu apresentar como tudo se estruturou, ou seja, as razões dessas angústias partem do acúmulo de funções (atendimento/planejamento) que na teoria deveriam ser separadas, mas na prática acabam unidas. O velho papo de “um é bom, dois é pouco…” não funciona nesse caso.

Sabemos que montar um setor de planejamento na Agência é um processo oneroso (hora homem, espaço físico, nova cultura de trabalho, etc),  além de custos, demanda tempo para adaptação, contudo fica claro que para reinventarmos o negócio, assunto da moda tratado em conferências e mesas de bar, é preciso que um voluntário levante a mão sobre esse mar vermelho e comece finalmente a dividir águas tão turbulentas.