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Mídia
TV vs. Youtube ou TV + Youtube?
Gabriel Cunha
28 de junho de 2011

Não gosto de comparar o Youtube com a TV tradicional porque isso estimula a (falsa) ideia de que a Internet vai matar os outros meios, pensamento do qual não partilho. Prefiro acreditar que as mídias são complementares e o que importa realmente não é o meio, mas o conteúdo.

No fim das contas, é o conteúdo que segura a audiência. Quer dizer, não existe um mundo real e um mundo virtual, os dois são o mesmo. Portanto, uma matéria no jornal pode virar um hit no Youtube, assim como um hit do Youtube pode virar matéria de jornal. Os meios se complementam, não se anulam.

Acredito inclusive que boa parte do sucesso do Youtube (ao menos aqui no Brasil) se deva ao fato de sermos um povo tão viciado em assistir TV. O Youtube nos deu a possibilidade não só de assisitir como também de produzir conteúdo. E ainda assim, boa parte do material mais visto do site são vídeos de programas e erros de gravação da TV.

Programas de Televisão também têm se aproveitado bem do popularização dos videos online, reproduzindo os virais mais comentados e estimulando a participação do telespectador através de vídeos.

Porém, imagino o que aconteceria quando TV e Youtube resolvessem transmitir simultaneamente o mesmo conteúdo. Neste caso, acho que outros fatores como qualidade de som e imagem, velocidade da conexão e comodidade passariam a ser decisivos.

Digo isso por ter lido que, depois da transmissão da beatificação de João Paulo II, de shows de música sertaneja e do carnaval de Salvador, o Youtube terá um canal exclusivo para a exibição dos jogos da Copa América de futebol. Porém, os jogos da seleção brasileira não serão transmitidos aqui, por questões de exclusividade de transmissão das imagens.

Sinceramente não sei como seria caso o Youtube transmitisse uma final de Copa Brasil x Argentina, mas ainda assim não consigo enxergá-lo como concorrente, mas como um forte aliado. Quem sabe não é a hora de sincronizar a programação da TV com a do Youtube, aumentando o alcance e vendendo pacotes de patrocínio com maior interatividade? Neste caso, as três partes interessadas – TV, Internet e Consumidor – só têm a ganhar.

Ao menos é o que eu acho…


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Mídia - Planejamento - Pulso
Não é uma Brastemp, é uma puta falta de sacanagem!
David Coelho
10 de fevereiro de 2011

No final de janeiro, mais precisamente no dia 28/01, um video viralizou pela Internet com o caso do Sr. Oswaldo Borrelli, que comprou uma geladeira e com pouco tempo de uso apresentou um defeito.

Imagem de Amostra do You Tube

Após mais de três meses tentando uma solução com a assistência técnica, Sr. Oswaldo se cansou e resolveu recorrer às redes sociais. Criou uma conta no YouTube, fez upload de um único vídeo e, no dia seguinte, criou uma conta no Twitter e postou um link para seu vídeo. Resultado: o que não conseguiu em três meses foi solucionado em três dias. Geladeira nova entregue, 3 mil seguidores no Twitter e um #epicwin para o Sr. Oswaldo. \o/

A repercussão foi tanta que a Brastemp chegou ao TT mundial, ocupando a 4ª posição. Além disso, o caso foi citado na Folha de São Paulo, Jornal da Band e diversos sites pela Internet, como Exame, UOL e Branistorm #9. Planos de mídia com milhões de verba não conseguem atingir tal repercussão.

E não é só isso! Quem se aproveitou da oportunidade foi a concorrência, que tratou logo de colocar uma comunicação ao lado do vídeo do Sr. Oswaldo, que já tem mais de 400 mil visualizações (quero saber o resultado desse banner). A Consul agradece a oportunidade, Sra. Brastemp.

Alô, Brastemp! Se lembra de onde veio seu slogan, que já te fez vender milhões de produtos? Do seu consumidor. Do mesmo consumidor que vocês podem estar frustrando, como o Sr. Oswaldo.

O prejuízo pelo maltrato de um único consumidor pode ter rendido um belo prejuízo, que muitas geladeiras precisarão ser vendidas para cobrir.

Situações como essa me fazem pensar que as empresas se esforçam para perder um cliente. É tão simples entender como satisfazer um consumidor. É isso que o marketing deveria fazer todos os dias, certo? O esforço para reconquistar um cliente frustrado é muito maior do que o esforço para solucionar um simples problema. Conta fácil.


Categoria
Criação - Digital
Agora olhe para o Twitter do OldSpice. Agora leia o meu post.
Rogério Martins
14 de julho de 2010

“As marcas precisam participar da conversa.”

“A comunicação agora é um-a-um.”

“Voltamos a era do boca-a-boca.”

Este blablablá (hat tip: Fátima Rendeiro) sobre comunicação na era das redes sociais a gente ouve todo dia. Falar é fácil. Fazer, nem tanto. Os malucos da Wieden + Kennedy – Portland resolveram bancar o desafio e fazer exatamente isso. E, assim, criaram a — o que, exatamente? ação? — mais bacana que eu já vi em redes sociais nos últimos tempos.

Ontem (dia 13 de julho – na verdade, ainda está rolando), a galera de lá pegou o garoto propaganda do sabonete líquido Old Spice (aquele, da campanha que foi Grand Prix de filme em Cannes este ano) e botou o moço para responder com vídeos, uma a uma, perguntas e comentários que apareceram em blogs, twits, reddit.com, Facebook etc sobre os comerciais. Os links eram postados no perfil  do Twitter da marca. Confira, por exemplo, sua resposta para um comentário da atriz Alyssa Milano no Twitter.

Imagem de Amostra do You Tube

O mais impressionante é que eles abriram a possibilidade para que os internautas fizessem perguntas que foram respondidas praticamente em tempo real. Uma demonstração não só de brilho criativo como de agilidade que, acho que todo mundo aqui vai concordar, não é lá muito fácil de botar de pé. Imagina só se fossem seguidos os processos habituais de aprovação de cada texto, de qual pergunta seria respondida de um cliente grande. Definitivamente, não é para qualquer um.

Pois é. Quem poderia imaginar que ao levar o bullshite ao pé da letra, você consegue ter um resultado tão impressionante?

P.S.: Este post só foi possível porque vi essa ação via @DanLobo83